Pedaços de metal e sequelas no cérebro: Globo confirma proibição da ANVISA contra termômetro nº1 das 60+
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Globo confirma proibição baixada pela ANVISA contra termômetro mais usado por idosos e faz alerta quanto aos riscos à saúde causados por fragmentos de metal
Os termômetros são itens indispensáveis em qualquer lar, ainda mais se for um lar de idosos. Afinal de contas, é através deles que conseguimos medir a temperatura e detectamos possíveis febres.
Porém, de acordo com O Globo, portal jornalístico da emissora, a ANVISA publicou nesta última terça feira (24) uma resolução contra um dos modelos mais populares de termômetros.
Conforme exposto pela resolução, termômetros e esfigmomanômetros (aparelhos que medem a pressão arterial) com coluna de mercúrio, foram todos vetados.
Não é de hoje
Mas vale destacar que esse veto, no entanto, não é novo e está vigente no Brasil desde 2019.
Em 2017, a autarquia emitiu a primeira resolução proibindo os dispositivos, a RDC 145/2017, que passou a valer no país a partir de 1º de janeiro de 2019.
Agora, o novo texto atualiza o anterior após um processo de revisão, mantendo a proibição.
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Em uma nota enviada ao GLOBO, a agência explica que isso “atende apenas a aspectos formais de edição/publicação de resoluções” e que “em nada muda a regra que já proibia tais equipamentos”.
Motivos expostos
Naquela mesma época, a ANVISA destacou que tal decisão de proibir os produtos era resultado da Convenção de Minamata, assinada pelo Brasil e cerca de 140 países em 2013 para eliminar o uso do mercúrio.
Esse metal líquido é encontrado similarmente em diferentes produtos, como pilhas, lâmpadas e equipamentos para saúde. Há também os riscos de:
- Contaminação ambiental em caso de quebra desses aparelhos no solo;
- Exposição à substância, que a longo prazo eleva riscos como sequelas neurológicas.
Outros aparelhos afetados
A proibição da Anvisa não se aplica apenas a termômetros e esfigmomanômetros com mercúrio para pesquisa, calibração de instrumentos ou uso como padrão de referência.
Além disso, veta o uso apenas em serviços de saúde, e não nas residências.
A revisão:
O processo de revisão e consolidação da norma de 2017 entrou na pauta da última reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, realizada no dia 18 de setembro, parte de um processo padrão da autarquia:
- Sendo assim, a agência emitiu nesta terça-feira a RDC 922/2024 mantendo a proibição aos equipamentos.
- Em dezembro de 2018, um levantamento da Anvisa mostrava que apenas três termômetros com mercúrio tinham registro no país na época, enquanto 64 digitais já tinham aval para venda.
- Na mesma época, somente 2 medidores de pressão com o metal tinham registro, contra 50 aparelhos que não utilizavam o metal líquido.
E Todos os registros de dispositivos do tipo com mercúrio foram suspensos automaticamente no Brasil em 2019.
Termômetro de mercúrio foi proibido (Foto Reprodução/Internet)
O perigo é ainda maior quando o termômetro de mercúrio se quebra, causando contaminação no solo com metais (Foto Reprodução/Tua Saúde)
Dê preferência para os termômetros digitais (Foto Reprodução/Internet)
Como descartar o termômetro quebrado?
Sendo assim, quem já possui um dispositivo do tipo em casa pode continuar a utilizá-lo, devendo seguir apenas as orientações de descarte adequado em caso de quebra, que envolvem:
- Isolar o local e impedindo que crianças brinquem com as bolinhas de mercúrio, afinal de contas, elas estão são as mais suscetíveis a pegar infecções ;
- Utilize luva e máscara, recolhendo com cuidado os restos de vidro em toalha de papel, colocando-os em recipiente resistente à ruptura, para evitar ferimento, e feche hermeticamente;
- Localize as “bolinhas” de mercúrio e junte com cuidado, utilizando um papel cartão ou similar;
- Recolha as gotas de mercúrio com uma seringa sem agulha. As gotas menores podem ser recolhidas com uma fita adesiva;
- Transfira o mercúrio recolhido para um recipiente de plástico ou de vidro duro e resistente com uma certa quantidade de água que cubra esses resíduos e fechando-o hermeticamente;
- Identifique com etiqueta ou papel o recipiente, escrevendo na parte externa “Resíduos tóxicos contendo mercúrio” ou algo parecido;
- Coloque o recipiente em uma sacola fechada.
- Entre em contato com o serviço de limpeza urbana do seu município ou com o órgão ambiental (estadual ou municipal) para saber como proceder à entrega do material recolhido.
Considerações finais:
Sendo assim, é essencial que os usuários domésticos sigam as orientações de descarte adequado de termômetros em caso de quebra, para evitar a contaminação e os riscos associados ao mercúrio.
Há possibilidade de substituir os equipamentos por alternativas digitais, amplamente disponíveis e eficazes.
Essa solução é a mais segura para as famílias, especialmente em lares de idosos, onde o monitoramento da saúde é fundamental.