Presidente da Globo censura os próprios contratados e limita mensagens no WhatsApp sob pena de demissão

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

João Roberto Marinho lança “manual de etiqueta e comportamento” (Foto: Divulgação)

João Roberto Marinho lança “manual de etiqueta e comportamento” (Foto: Divulgação)

A Globo surpreendeu a todos com uma nota enviada à imprensa neste domingo (1º), na qual fala sobre o uso das redes sociais por parte dos seus jornalistas contratados. Em um ano de eleição, eles são cada vez mais visados e devem moderar cada palavra dita na web.

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Em um comunicado divulgado por meio do jornal O Globo, a emissora explica que "divulga diretrizes sobre uso de redes sociais por jornalistas”, no texto assinado por João Roberto Marinho, acionista e presidente do Conselho Editorial do Grupo, herdeiro de Roberto Marinho.

Trata-se de um “manual de etiqueta e comportamento” dos profissionais fora do ambiente de trabalho, já que, por serem pessoas públicas e que trabalham com a comunicação, suas vidas nos ambientes digitais acabam tendo influência sobre o que é levado ao ar.

Dessa forma, seguir os perfis de políticos nas redes sociais só é permitido quando for “fundamental para a cobertura jornalística”, no entanto, é extremamente proibido o ato de "curtir, endossar ou compartilhar postagens" de quem quer que seja.

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Globo (Foto: Divulgação)

Até mesmo os aplicativos como o WhatsApp está sendo limitado, principalmente em grupos de família e de pessoas próximas.

“É evidente que, em aplicativos de mensagens, como WhatsApp e outros, (...) todos têm o inalienável direito de discutir o que bem entender com grupos de parentes e amigos de confiança. Mas, é preciso que o jornalista tenha em mente que, mesmo em tais grupos, o vazamento de mensagens pode ser danoso a sua imagem de isenção e à do veículo para o qual trabalha”, explica.

“Tal vazamento o submeterá [o profissional envolvido] a todas as consequências que a perda de reputação de que é isento acarreta”. Eles também não estão liberados para fazer reclamações públicas a empresas ou prestadoras de serviço por mau atendimento e orienta que esses casos sejam "silenciados".

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