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Globo pode produzir série da personagem de Cláudia Raia em “Alto Astral”

Samantha (Cláudia Raia) e Pepito (Conrado Caputo) (Foto: Globo/Paulo Belote)
Samantha e Pepito podem ganhar série na Globo
(Foto: Globo/Paulo Belote)

Cláudia Raia e Conrado Caputo, dupla que roubou a cena em “Alto Astral” dando vida a Samantha Paranormal e Pepito – respectivamente – poderão ganhar uma série na Globo após o término da trama das sete, no próximo dia 8. O autor da trama Daniel Ortiz juntamente com o diretor-geral Jorge Fernando, estudam propor à emissora um seriado com os personagens. “A parceria dela [Cláudia Raia] com o Conrado Caputo funcionou muito bem. Aquilo ali deveria virar um seriado: As Aventuras de Samantha e Pepito”, diz Ortiz, que está encerrando sua primeira novela solo na Globo depois de trabalhar como autor no México e no Oriente Médio, e ser colaborador de Silvio de Abreu no remake de “Guerra dos Sexos” em 2012.

No folhetim das 19h, Samantha é uma falsa paranormal que sempre está acompanhada de seu fiel assistente, o peruano Pepito. A personagem que tinha um perfil mais de vilã no início da novela, foi aos poucos foi ganhando tons mais cômicos. Na tentativa de se dar bem, foi fazer “previsões” em um fictício país do Oriente Médio. Lá, virou escrava de um rei e se tornou heroína ao libertar um grupo de mulheres. Na reta final de Alto Astral, investe na carreira artística, como cantora de funk.

“Aí envolve tanta coisa: grade, projetos. Por enquanto, a gente só brincou sobre isso”, conta Daniel Ortiz, que disse que o seriado ainda é apenas uma “vontade” dele, de Jorge Fernando e de Claudia Souto, colaboradora em “Alto Astral”.

O autor ainda afirma que o desenvolvimento do lado cômico de Samantha já estava previsto desde o começo e que ela não perdeu a “essência” da vilania na reta final. “A Samantha delira! Ela não salvou aquelas mulheres [no Oriente Médio]. Ela foi lá porque achou que ia ganhar uma recompensa milionária. Ela continua [vilã] na essência… Não vilã, mas gosta da fama. Teve um ou dois episódios em que ela realmente fez alguma tramoia. Mas desde o início eu queria que ela fosse para esse lado mesmo”, diz.

De acordo com Ortiz, Samantha Paranormal é de Claudia Raia desde que a personagem foi criada, em 2010, quando ele trabalhava numa sinopse deixada por Andrea Maltarolli (1962-2009). Samantha é criação do autor, não existia na sinopse de Maltarolli. Claudia só perdeu a personagem durante um curto período no ano passado, quando Bruno Gagliasso foi escalado para viver o protagonista Caíque. Como o ator tem estatura mediana (1m73), não ficaria bem contracenar com uma mulher mais alta, de 1m78, e Monica Iozzi foi chamada para fazer o papel. Mas Gagliasso desistiu do projeto, e com a escalação de Guizé, Samantha voltou para Claudia Raia.

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Não “andou”
Essa não é a primeira vez que se cogita na Globo produzir programas derivados de personagens de novelas. Aguinaldo Silva, por exemplo, já propôs séries sobre Giovanni Improtta, de Senhora do Destino (2005), e com o mordomo Crô (Marcelo Serrado), de Fina Estampa (2011), no entanto, as as ideias não avançaram.
As informações são do jornalista Daniel Castro.

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Quem escreve

Vitor

Formado em jornalismo, foi um dos principais jornalistas do TV Foco, no qual permaneci por longos anos cobrindo celebridades, TV, análises e tudo que rola no mundo da TV. Amo me apaixonar e acompanhar tudo que rola dentro e fora da telinha e levar ao público tudo em detalhes com bastante credibilidade e forte apuração jornalística.