PIS dá direito a dinheiro extra para aposentados em determinadas situações, mas o benefício não vale para todos
A aposentadoria, por si só, não garante ao cidadão o recebimento do PIS. O direito ao abono salarial depende das condições de trabalho cumpridas no ano-base, além de outros requisitos previstos em lei. Portanto, quem recebe aposentadoria pode ter direito ao benefício, mas precisa se enquadrar nas regras do programa.
Além disso, existe outra possibilidade que merece atenção. Alguns aposentados podem ter valores relacionados às antigas cotas do PIS/Pasep, especialmente quem trabalhou entre 1971 e 1988. Atualmente, esses recursos seguem regras próprias de ressarcimento e não devem ser confundidos com o abono salarial pago anualmente.
Quando o aposentado pode receber o PIS
Para receber o abono, o aposentado precisa continuar trabalhando e cumprir os critérios referentes ao ano-base analisado. Em 2026, por exemplo, o calendário considera os rendimentos obtidos durante 2024.

Nesse caso, o trabalhador precisa ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 em 2024. Além disso, deve ter trabalhado pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, durante aquele ano. Também precisa possuir cadastro no PIS/Pasep ou CNIS há pelo menos cinco anos.
Assim, a aposentadoria não elimina automaticamente a possibilidade de receber o PIS. Entretanto, quem deixou definitivamente o mercado de trabalho não cumpre o requisito relacionado ao exercício de atividade remunerada no ano-base.
Quanto pode receber em 2026
O valor do abono acompanha a quantidade de meses trabalhados no ano-base. Atualmente, cada mês corresponde a uma fração do salário mínimo vigente no ano do pagamento.
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Em 2026, o salário mínimo está em R$ 1.621. Dessa forma, quem trabalhou durante os 12 meses de 2024 pode receber o valor máximo de R$ 1.621. Quem trabalhou menos tempo recebe quantia proporcional.
Além disso, o empregador precisa ter enviado corretamente as informações trabalhistas ao sistema oficial. Caso os dados estejam incorretos ou fora do prazo, o trabalhador pode enfrentar problemas para obter o benefício.
Antigas cotas podem gerar outro pagamento
Existe ainda uma situação diferente envolvendo o PIS. Trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que possuíam saldo nas antigas contas individuais entre 1971 e 1988 podem solicitar o ressarcimento das cotas não sacadas.

Nesse caso, a aposentadoria não cria atualmente um novo benefício. O trabalhador precisa ter saldo remanescente daquele período para solicitar os valores. Além disso, os recursos passaram pelo FGTS e posteriormente foram transferidos para o Tesouro Nacional.
Atualmente, a Caixa recebe os pedidos de ressarcimento pelo aplicativo FGTS. Após a análise e autorização do Ministério da Fazenda, o pagamento ocorre em conta individual da Caixa.
Portanto, o aposentado deve separar as duas situações. O abono do PIS depende do trabalho realizado no ano-base e dos demais critérios legais. Já as antigas cotas dependem da existência de saldo referente ao período histórico. Assim, a aposentadoria pode coincidir com um pagamento, mas não garante automaticamente dinheiro extra do PIS.
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Autor(a):
Wellington Silva
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