Henry Borel tem suposta carta psicografada com recado para mãe: “Me proteger”
Suposta mensagem atribuída a Henry Borel emociona ao falar sobre proteção e sua relação com a mãe
Suposta mensagem atribuída a Henry Borel emociona ao falar sobre proteção e sua relação com a mãe
O caso Henry Borel voltou a chamar a atenção do público por causa de uma suposta carta psicografada atribuída ao menino, que morreu aos quatro anos no Rio de Janeiro. O conteúdo, divulgado em meio a materiais de caráter espiritualista, apresenta uma mensagem direcionada à mãe, Monique Medeiros, e retoma questões relacionadas à proteção da criança e aos acontecimentos que antecederam sua morte.
É importante destacar, desde o início, que a carta não possui comprovação científica ou judicial de que tenha sido escrita pelo espírito de Henry. Trata-se de uma mensagem atribuída à criança dentro da prática da psicografia e divulgada por canais ligados ao espiritismo. Ainda assim, o conteúdo chamou atenção pela maneira como aborda a relação entre mãe e filho e pela referência ao que seria a responsabilidade de um adulto diante de uma criança.
Henry Borel morreu no dia 8 de março de 2021, aos quatro anos, em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A investigação sobre o caso ganhou repercussão nacional e envolveu a mãe do menino, Monique Medeiros, e o então padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. O caso passou a ser acompanhado de perto pelo país devido à gravidade das acusações e às diferentes versões apresentadas ao longo das investigações.
Suposta carta psicografada
Segundo o conteúdo divulgado pelo canal O Espiritualista, a mensagem teria sido transmitida por meio de uma médium e apresentaria Henry se dirigindo à própria mãe. Em determinado momento, a narrativa espiritualista faz referência à expectativa que uma criança naturalmente teria de receber proteção daqueles que cuidam dela.
A ideia de proteção ganhou ainda mais peso diante das informações que vieram à tona durante a investigação da morte do menino. Antes da tragédia, mensagens trocadas entre a babá de Henry e Monique já haviam sido apresentadas no caso. Segundo informações divulgadas na época, a criança teria relatado agressões e demonstrado medo do padrasto.
Esse contexto faz com que a suposta carta desperte uma reação ainda mais forte entre aqueles que acompanham a história. No material espiritualista, a mensagem não deve ser confundida com um documento oficial do processo ou com uma prova reconhecida pela Justiça. Ela pertence ao campo da crença e da espiritualidade.
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O conteúdo atribuído a Henry também apresenta uma reflexão sobre o passado e sobre o papel dos adultos em sua vida. A mensagem teria sido construída como uma espécie de conversa entre o menino e a mãe, misturando lembranças, sentimentos e questionamentos.
Em uma das versões divulgadas anteriormente pelo próprio TV Foco, a suposta psicografia apresenta Henry falando sobre uma carta que teria recebido da mãe e sobre uma possível comemoração que seria feita em seu aniversário. O texto também menciona acontecimentos de sua curta vida e faz uma reflexão sobre arrependimento e responsabilidade.
Caso que chocou o Brasil
Ademais, a morte de Henry provocou uma comoção que permanece anos depois da tragédia. A criança tinha apenas quatro anos e estava sob os cuidados da mãe e do padrasto quando morreu. As circunstâncias encontradas no apartamento levantaram suspeitas e deram início a uma investigação que se tornou um dos casos criminais mais acompanhados do país.
Na época, também vieram à tona relatos sobre o comportamento de Henry antes da morte. Mensagens obtidas durante a investigação mostraram que a criança teria apresentado medo e sofrimento. Em uma conversa com uma pediatra, Monique relatou que o filho chegava a vomitar e tremer quando via Jairinho.
Além disso, conversas entre a babá e Monique foram incorporadas às investigações. De acordo com o material divulgado na ocasião, a babá teria contado à mãe que Henry relatara agressões praticadas pelo padrasto.
Essas informações ajudam a entender por que qualquer mensagem que envolva a ideia de proteção acaba provocando forte repercussão. A suposta carta psicografada não acrescenta, por si só, uma nova prova ao processo, mas reacende lembranças sobre os acontecimentos que antecederam a morte do menino.
Mensagem é espiritual, não prova judicial
A psicografia é uma prática relacionada ao espiritismo e consiste, segundo seus adeptos, na transmissão de mensagens atribuídas a espíritos por intermédio de uma pessoa considerada médium. Entretanto, ninguém pode tratar uma mensagem desse tipo como confirmação oficial dos acontecimentos de um crime.
No caso de Henry Borel, essa distinção é especialmente importante. A história envolve investigação policial, depoimentos, documentos e decisões judiciais. Portanto, devemos identificar qualquer conteúdo produzido posteriormente no campo espiritual como uma suposta manifestação, e não como um fato comprovado.
Mesmo com essa ressalva, a mensagem chama atenção pelo aspecto emocional. A figura de uma criança de apenas quatro anos associada a um texto sobre mãe, proteção, arrependimento e sofrimento naturalmente desperta comoção.
Caso segue sendo lembrado
O caso continua sendo lembrado justamente porque Henry era uma criança pequena e dependia completamente dos adultos ao seu redor. As discussões provocadas pela investigação ultrapassaram os limites do processo e chegaram a debates sobre violência infantil, responsabilidade familiar e a necessidade de observar mudanças de comportamento apresentadas por crianças.
Em 2026, o caso voltou a ocupar espaço no noticiário durante o julgamento de Monique Medeiros. Durante seu depoimento, ela afirmou que Henry era “o amor da minha vida” e contestou acusações e versões apresentadas ao longo do processo.
Assim, a suposta carta psicografada surge em um contexto no qual a história de Henry ainda provoca perguntas e emoções. A mensagem atribuída ao menino, especialmente quando fala sobre proteção e sobre sua relação com a mãe, acaba sendo interpretada por muitos leitores a partir de tudo aquilo que veio à tona desde 2021.
Independentemente da crença de cada pessoa na psicografia, o ponto mais concreto deixado pelo caso permanece sendo a importância de proteger crianças e levar a sério sinais de medo, sofrimento ou possíveis situações de violência. A história de Henry Borel continua lembrando que, diante de qualquer suspeita, a prioridade deve ser sempre garantir a segurança da criança.
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