Tchau, nome sujo: Lula faz força-tarefa com benefício para fim das dívidas e liberação do FGTS hoje (4)

Luiz Inácio Lula da Silva e ilustração de dívidas (Fotos: Reproduções / Globo / Canva)
Governo Lula deve anunciar nova fase do programa Desenrola Brasil
O governo federal prepara um novo movimento para ajudar milhões de brasileiros a saírem do vermelho. Nesta segunda-feira (04), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar uma nova fase do programa Desenrola Brasil, com medidas que incluem juros reduzidos, grandes descontos e até o uso do FGTS para quitar dívidas.
A proposta mira diretamente quem está com o “nome sujo” e busca aliviar o peso do endividamento no país.
Nesta matéria, você saberá:
- Como vai funcionar o novo Desenrola Brasil 2.0
- Quem poderá participar do programa
- Taxas de juros e descontos previstos
Novo Desenrola Brasil: o que muda na prática
Luiz Inácio Lula da Silva antecipou parte das novidades durante o discurso nesta sexta-feira (01).
O novo programa, chamado Desenrola 2.0, surge como uma tentativa mais robusta de enfrentar o alto nível de endividamento no país.
A ideia central é facilitar a renegociação de dívidas com condições mais acessíveis, permitindo que consumidores e empresas consigam reorganizar sua finanças.
Quais dívidas poderão ser renegociadas?
De acordo com informações do portal UOL, o programa deve abranger diferentes tipos de débitos, com foco nos mais comuns entre os brasileiros:
- Cartão de crédito
- Cheque especial
- Financiamento estudantil (Fies)
Além disso, o alcance será ampliado para atender:
- Pessoas físicas, especialmente de baixa renda
- Trabalhadores informais
- Microempreendedores individuais (MEIs)
- Pequenas empresas

Juros mais baixos e grandes descontos
Um dos principais atrativos do Desenrola 2.0 será a limitação das taxas de juros.
Os juros serão de até 1,99% ao mês com descontos que podem variar de 30% a 90% do valor da dívida.
Essas condições devem tornar a renegociação mais viável para quem hoje não consegue pagar o que deve.
FGTS poderá ser usado para quitar dívidas
Outra novidade importante é a possibilidade de utilizar parte do saldo do FGTS. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, explicou que até 20% do saldo poderá ser liberado.
O benefício será voltado para quem ganha até R$ 8.105 por mês. Segundo o ministro, essa medida não compromete o futuro do fundo.
“Não tem nenhum risco de sustentabilidade, de manutenção da atividade do fundo em relação ao Minha Casa, Minha Vida, empreendimentos de saúde e infraestrutura que o fundo financia e as garantias para os trabalhadores”, disse Luiz Marinho.
Luiz Marinho estima um impacto de cerca de R$ 4,5 bilhões nos próximos três meses, considerando administrável.

Restrição para apostas online (bets)
Uma medida que chama atenção é a criação de uma trava para quem aderir ao programa. Os beneficiários terão seus CPFs bloqueados em plataformas de apostas online por um ano.
Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a importância da fiscalização da bets.
“O que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, disse Lula.
Aposta online e o aumento de dívidas
De acordo com um levantamento do Ibevar em parceria com a FIA Business School, as apostas online têm pesado no orçamento de brasileiros.
O levantamento apontou que as bets são uma das principais causas de endividamento no país e superam até mesmo os fatores tradicionais, como juros e crédito.
Resultado da primeira edição do Desenrola Brasil e o que isso significa para o cidadão
A versão anterior do programa já teve impacto relevante:
- R$ 53 bilhões em dívidas renegociadas
- 15 milhões de pessoas atendidas
- R$ 1,7 bilhão investidos pela União em garantias
Mesmo assim, os níveis de endividamento continuaram altos, o que motivou a criação desta nova fase mais abrangente.
Desse modo, o Desenrola 2.0 surge como uma tentativa agressiva de combater o endividamento, combinando:
- Facilidade de renegociação
- Juros reduzidos
- Descontos elevados
- Uso de recursos próprios (FGTS)
- Controle de hábitos financeiros de risco
