IPTU nas alturas: 10 cidades do Brasil com imposto mais caro em 2026
IPTU pesa no bolso dos brasileiros e coloca 10 cidades entre as que cobram os valores mais altos do país em 2026
IPTU pesa no bolso dos brasileiros e coloca 10 cidades entre as que cobram os valores mais altos do país em 2026
O IPTU aparece entre os principais custos anuais para proprietários de imóveis urbanos, sobretudo em municípios com forte valorização imobiliária. Em 2026, um levantamento atualizado mostra dez cidades onde a arrecadação do IPTU, dividida pela população, alcançou os maiores níveis do país.
Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, lidera a lista, com R$ 1.687,49 por habitante. Logo depois aparecem Bertioga, com R$ 1.053,59, e Bombinhas, em Santa Catarina, com R$ 816,43. Os números, porém, representam uma média per capita e não significam que cada morador pagou exatamente essa quantia.
Litoral concentra os maiores valores
De acordo com o levantamento, os dados têm como referência a arrecadação de 2024, informada pelos municípios ao Tesouro Nacional. Assim, a publicação de 2026 apresenta um retrato comparativo mais recente disponível nessa metodologia, e não uma tabela com os boletos individuais emitidos neste ano.
Na sequência, Cotia ocupa a quarta posição, com R$ 799,79 por habitante. Guarujá aparece em quinto, com R$ 792,95, enquanto Praia Grande registra R$ 739,66. Depois, São Caetano do Sul alcança R$ 674,26 e São Sebastião soma R$ 653,36.
Além disso, Arroio do Sal, no Rio Grande do Sul, registra R$ 633,51. Matinhos, no Paraná, fecha o grupo das dez primeiras cidades, com R$ 632,16. Ao todo, sete municípios da lista ficam em São Paulo, reforçando a presença do litoral paulista entre os maiores valores de IPTU.
Turismo influencia a cobrança
O levantamento relaciona os resultados à valorização dos imóveis, ao turismo e à presença de propriedades destinadas à temporada. Em cidades litorâneas, esses fatores podem ampliar o valor dos imóveis e, consequentemente, a base usada pelas prefeituras.
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Além disso, municípios turísticos enfrentam demandas específicas durante períodos de maior movimento. Por isso, infraestrutura, manutenção urbana e serviços públicos também entram no contexto da arrecadação municipal de IPTU. Ainda assim, o valor final depende das regras locais e das características de cada propriedade.
O IPTU considera o valor venal do imóvel, além de critérios definidos pela legislação de cada município. Dessa forma, dois imóveis próximos podem receber cobranças de IPTU diferentes conforme área, padrão construtivo, localização e outros elementos cadastrais.
Ranking não indica o boleto individual
Por isso, o ranking deve servir como referência para comparar a arrecadação média entre cidades. Ele não permite concluir quanto um proprietário específico pagará em 2026. O cálculo per capita também sofre influência do tamanho da população residente.
Ilha Comprida exemplifica esse efeito. A cidade tinha população estimada em cerca de 9,9 mil habitantes e arrecadou aproximadamente R$ 16,7 milhões com o IPTU em 2024. Bertioga, por outro lado, arrecadou R$ 54,3 milhões, mas possui população muito maior.
Além disso, o Supremo Tribunal Federal decidiu em agosto de 2026 que municípios não podem usar a área do imóvel para definir a progressividade fiscal. A Corte reafirmou que a progressividade deve considerar o valor do imóvel, admitindo diferenças por localização e uso.
Portanto, o ranking de 2026 coloca Ilha Comprida no topo entre as cidades analisadas pelo critério per capita. Entretanto, os valores refletem arrecadações de 2024 e não substituem a consulta ao lançamento municipal. Para o contribuinte, verificar o valor venal, a alíquota e as regras locais continua sendo essencial antes de avaliar o impacto anual do IPTU.