Justiça declara falência da Oi, uma das grandes rivais da Claro
Nesta terça-feira (26), a Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decretou a falência da Oi, uma das grandes rivais da Claro.
Nesta matéria, você saberá:
- Justiça decreta novamente a falência da Oi
- Empresa acumula mais de R$ 44 bilhões em dívidas
- Crise financeira se arrasta há mais de uma década
Justiça decreta falência da Oi
A decisão acontece enquanto a empresa enfrenta uma situação financeira considerada insustentável.
Em novembro do ano passado, a Justiça já havia decretado a falência da operadora.
No entanto, instituições financeiras entraram com recursos e conseguiram suspender a medida.
Desse modo, a Oi retornou ao seu segundo processo de recuperação judicial.
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Agora, a Justiça voltou a determinar a falência diante do agravamento da situação financeira da companhia, de acordo com informações do portal O Globo.
Crise da rival da Claro começou há mais de dez anos
A crise da Oi se arrasta há mais de uma década e após a tentativa de transformar a companhia em uma grande operadora de telecomunicações.
Em 2008, a empresa participou da criação da chamada “supertele”, movimento que envolveu a união com a Brasil Telecom.
Em seguida, a Oi também avançou em uma operação com a Portugal Telecom, com o objetivo de ampliar sua atuação no mercado internacional.
No entanto, o projeto não alcançou os resultados esperados. Ao longo dos anos, a companhia acumulou dívidas bilionárias e passou por diferentes processos de recuperação judicial.
A dívida da Oi ultrapassa R$ 44 bilhões, enquanto o patrimônio líquido negativo do grupo supera R$ 22,6 bilhões, de acordo com informações apresentadas à Justiça e divulgadas pelo portal O Globo.
Falta de dinheiro ameaça operações
Desde o ano passado, a rival da Claro não conseguiu vender alguns de seus principais ativos remanescentes.
No mês passado, alguns fornecedores chegaram a suspender serviços considerados essenciais para a operação da empresa, incluindo atividades relacionadas à internet e à telefonia fixa em diferentes cidades brasileiras.
A Oi também passou a pagar apenas uma parte dos contratos firmados com fornecedores.
Operadora demitiu 60% dos funcionários
Além disso, na semana passada, a Oi fechou um acordo com sindicatos para demitir cerca de 60% dos funcionários.
Antes dos cortes, o grupo contava com aproximadamente 2 mil colaboradores.
Além das demissões, a empresa acertou o pagamento das verbas rescisórias em dez parcelas.
Na época, a Oi projetou uma disponibilidade de apenas R$ 19,6 milhões para o fim de julho.
Em uma petição recente apresentada à Justiça, a administração judicial afirmou que a companhia não teria recursos suficientes para manter os pagamentos essenciais ao funcionamento da operação no fim de agosto.
Quem são os credores da Oi?
No início deste ano, a Oi tinha 164.706 credores e uma dívida superior a R$ 44 bilhões. Entre eles estão instituições financeiras, fornecedores, trabalhadores, fundos estrangeiros e outros grupos.
Do total, cerca de R$ 13,8 bilhões correspondem a credores com garantias, categoria que inclui fundos estrangeiros.
Os trabalhadores representam 8.327 credores, com aproximadamente R$ 1,03 bilhão a receber.
Já as microempresas somam 4.418 credores, que possuem cerca de R$ 106,14 milhões em valores a receber.
Além disso, o restante da dívida envolve outros credores, como bancos, fornecedores e investidores que detêm títulos da companhia.
No entanto, os valores ainda podem sofrer alterações durante o processo judicial.
Dívidas com fornecedores também cresceram
Em outubro, as dívidas com empresas que não participam do processo de recuperação judicial chegaram a R$ 1,7 bilhão. O valor representa um aumento de R$ 500 milhões em comparação com junho.
Além disso, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal e Santander têm, juntos, aproximadamente R$ 4 bilhões a receber da Oi em fianças.
Por fim, em 2024, alguns credores, como Pimco, SC Lowy e Ashmore, converteram parte dos valores que tinham a receber em ações da Oi.
Até o momento, a empresa não havia se pronunciado publicamente sobre a nova decisão judicial, porém o espaço permanece aberto.
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Autor(a):
Giovana Misson
Formação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, é colunista do portal TV Foco desde 2020, com foco em beleza, televisão e celebridades. Com apuração jornalística rigorosa, tem como compromisso informar o público com credibilidade e precisão. Apaixonada por moda e pelo universo das celebridades, acompanha de perto as principais tendências e acontecimentos. Antes disso, atuou como assessora de imprensa e redatora.



