Lei em vigor define com precisão se os beneficiários idosos do BPC receberão o pagamento do 13º salário em 2025
A lei que regula o Benefício de Prestação Continuada (BPC) mostra com clareza que, em 2025, os idosos que recebem esse benefício não terão direito ao 13º salário. O BPC é um apoio assistencial, não um benefício previdenciário.
Contudo, isso se explica porque o BPC está previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Lei nº 8.742/1993), e destina-se a pessoas idosas com 65 anos ou mais, ou a pessoas com deficiência, que não têm meios de prover sua própria manutenção.

Além disso, para receber, a renda familiar por pessoa precisa ser igual ou inferior a ¼ do salário mínimo.
Não haver 13º para os beneficiários do BPC não é falha do sistema, mas consequência da natureza legal do benefício. Por ser assistencial, o BPC não exige contribuição para o INSS, ao contrário de aposentadorias ou pensões. Isso é decisivo, pois o 13º salário está previsto na legislação previdenciária, não nas normas de assistência social.
Existem projetos para garantir 13º salário para quem ganha BPC?
Há, sim, propostas no Congresso para alterar essa regra. Um exemplo é o Projeto de Lei 4439/2020, que prevê pagar um abono de até um salário mínimo no fim do ano para beneficiários do BPC.
Enquanto isso, a realidade financeira de quem depende do BPC permanece limitada: sem a injeção extra de recursos que muitos aposentados recebem no 13º, esses beneficiários precisam planejar o ano com base apenas no pagamento mensal regular. Isso torna ainda mais relevante que as famílias façam um orçamento rigoroso.
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Além disso, a exclusão do 13º para o BPC também provoca debates sociais. Para muitos, é uma desigualdade evidente que segurados do INSS com aposentadoria recebem esse abono anual, enquanto quem vive em situação de vulnerabilidade social, mesmo recebendo ajuda mensal, fica de fora.
Contudo, por outro lado, uma análise recente do governo reforça a estabilidade desse cenário. Em agosto de 2025, a Agência Brasil informou que, apesar das discussões, não existem mudanças legais imediatas, e o BPC continua sem direito a 13º ou pensão por morte.
Por fim, se alguém afirma que os beneficiários do BPC vão receber 13º em 2025 como regra garantida, isso não corresponde à lei vigente. É preciso acompanhar o desenrolar dos projetos de lei, mas por ora a exclusão se sustenta.
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Autor(a):
Wellington Silva
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