Lei trabalhista confirma salário mínimo acima de dois mil reais para trabalhadores com carteira assinada em 2025
Foi sancionado em 11 de junho de 2025 o reajuste de 8% do piso regional do Rio Grande do Sul, medida publicada no Diário Oficial e assinada pelo governador Eduardo Leite. Porém, o aumento ficou acima do salário mínimo nacional (7,5%) e da inflação de 2024 (4,77%).
O projeto, enviado em regime de urgência no fim de maio, foi aprovado rapidamente na Assembleia, com 46 votos a favor e apenas quatro contrários. As novas faixas passaram a variar de R$ 1.789,04 a R$ 2.267,21, contemplando trabalhadores sem acordos coletivos específicos.

O governo afirmou que o objetivo era equilibrar valorização da mão de obra e retomada do emprego formal. “Essa atualização busca garantir condições mais justas de remuneração e incentivar a formalização”, dizia a justificativa.
Além disso, a lei estabeleceu 1º de maio como data-base, mas os valores entraram em vigor na publicação. O reajuste beneficiou empregados domésticos, motoboys, trabalhadores da construção civil, vigilantes e técnicos de nível médio, entre outros.
A sanção trouxe certo alívio para quem via os salários regionais defasados havia anos. Muitos trabalhadores consideraram o aumento modesto, mas simbólico. Já os pequenos empresários demonstraram preocupação com os custos adicionais, especialmente os que dependem de mão de obra intensiva.
Quais os valores do piso regional do Rio Grande do Sul?
- Faixa 1: R$ 1.789,04 (trabalhadores domésticos, agricultura, pecuária, pesca).
- Faixa 2: R$ 1.826,64.
- Faixa 3: R$ 1.864,18.
- Faixa 4: R$ 1.902,95.
- Faixa 5: R$ 2.267,21 (técnicos de nível médio).
Muitos não sabem, mas o piso regional gaúcho tem papel histórico. Surgiu para proteger trabalhadores sem representação sindical forte. Ele funciona como uma barreira mínima contra a precarização do trabalho e, em muitos casos, define a sobrevivência de famílias inteiras.
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Porém, mesmo assim, o debate sobre o impacto econômico do reajuste continua. Especialistas apontaram que um aumento sem planejamento pode pressionar pequenas empresas, reduzir contratações ou estimular a informalidade.
Por fim, na prática, o novo piso beneficiou diretamente setores como agricultura, comércio e serviços, todos pilares da economia gaúcha. Também elevou o rendimento de categorias invisibilizadas, como trabalhadores de limpeza e de call centers.
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Autor(a):
Wellington Silva
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