Lembra da Bruna Lombardi? Atriz vive de profissão comum aos 75 anos

Bruna Lombardi mantém rotina de trabalho aos 75 anos e prova que sua trajetória vai muito além da televisão ao seguir uma profissão comum

Bruna Lombardi (Foto: Reprodução/Instagram)

Bruna Lombardi mantém rotina de trabalho aos 75 anos e prova que sua trajetória vai muito além da televisão ao seguir uma profissão comum

Bruna Lombardi continua reinventando a própria trajetória aos 75 anos. Longe das novelas e das grandes produções frequentes na televisão, a atriz encontrou novos caminhos para seguir atuando no meio artístico.

Atualmente, Bruna Lombardi dedica boa parte da rotina à literatura, às palestras e a projetos autorais que envolvem comportamento, autoestima e qualidade de vida. A artista, que marcou gerações desde a década de 1970, construiu uma carreira que ultrapassou a atuação e ganhou novos formatos.

Aos poucos, Bruna Lombardi deixou de ser lembrada apenas pelos personagens de novelas e passou a fortalecer sua imagem como escritora, roteirista e produtora. A atriz está afastada da televisão desde 2017, quando protagonizou a série “A Vida Secreta dos Casais”, da HBO.

Desde então, ela concentrou seus esforços em trabalhos independentes e encontros com o público, nos quais compartilha experiências sobre vida, relações humanas e desenvolvimento pessoal.

Artista investe na literatura e apresenta novo livro

Bruna Lombardi (Foto: Lucas Lima/UOL)

Além das palestras, Bruna Lombardi mantém uma ligação antiga com a escrita. A artista lançou o romance “Mulheres que Sentem os Espíritos”, apresentado durante a Flip, em Paraty. A obra representa mais um capítulo da carreira literária da atriz, que já publicou outros livros ao longo das décadas.

O livro acompanha uma história marcada por memória, perdas, relações familiares e descobertas pessoais. A narrativa mistura sentimentos cotidianos com elementos de espiritualidade e aborda temas como amizade, ancestralidade e transformação. Dessa forma, a publicação reforça uma fase em que Bruna Lombardi mostra uma identidade artística mais ampla.

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Durante sua participação em eventos literários, a atriz comentou sobre o desafio de ser reconhecida como escritora. Segundo ela, sua imagem de atriz e modelo muitas vezes dificultou a percepção do público sobre seu trabalho com a literatura.

“Minha poesia não combinava com o meu rosto nas capas de revista. Tive que batalhar para unir o que sou e o que faço. Ou seja, ser eu mesma”, afirmou a artista ao falar sobre essa fase da carreira.

Ela também explicou que conseguiu aproximar suas diferentes habilidades quando passou a escrever roteiros, produzir, dirigir e atuar em seus próprios projetos. Para a atriz, essa união permitiu que o público enxergasse todas as partes de sua trajetória.

Trajetória começou na televisão brasileira

Nascida no Rio de Janeiro, em 1º de agosto de 1951, Bruna Lombardi cresceu em uma família ligada à arte. Ela é filha do cineasta e fotógrafo italiano Ugo Lombardi e da atriz austríaca Yvonne Sandner Lombardi.

Na televisão, a artista ganhou destaque após estrear na novela “Sem Lenço, Sem Documento”, da Globo, em 1977. Depois, participou de produções importantes como “Louco Amor”, “Grande Sertão: Veredas” e “Roda de Fogo”. O papel de Diadorim, em “Grande Sertão: Veredas”, ficou entre os trabalhos mais lembrados pelo público.

Bruna Lombardi, Ney Latorraca e Lauro Corona em “Memórias de Um Gigolô” (Foto: Divulgação/TV Globo)

Ao longo da carreira, Bruna Lombardi também ampliou sua atuação no cinema e atrás das câmeras. Ela trabalhou como roteirista e produtora, além de participar de projetos audiovisuais próprios. Com isso, construiu uma trajetória marcada pela busca por novos formatos de expressão.

A atriz também mantém uma parceria pessoal e profissional com Carlos Alberto Riccelli. Os dois são casados há décadas e dividiram trabalhos no cinema e na televisão.

Hoje, Bruna Lombardi segue distante da rotina tradicional das novelas, mas continua presente no cenário cultural brasileiro. Contudo, sua fase atual mostra uma mudança de foco, com maior dedicação à escrita, às palestras e às reflexões sobre comportamento humano. Assim, a artista preserva sua conexão com o público sem depender apenas da televisão.

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