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Líder dos dublês da Record conta como é trabalhar na adrenalina pura

Munir Chatack/ Record

Monotonia é uma palavra que Jorge Só (foto), 49 anos, desconhece. Supervisor de dublês da Record há cinco anos, ele conta em entrevista como é viver de adrenalina.

Jorge capota de carro, se atira em queda livre ou cai de avião pela veracidade das cenas das produções da emissora. Fora os inúmeros socos e pontapés que já distribuiu em nome da arte.

Orgulhoso de suas façanhas, ele sabe certinho o número de vezes que capotou em 27 anos de carreira.

– Foram 74. Eu acho, inclusive, que sou o recordista sul-americano de capotagem, mas não tenho nada aqui para comprovar.

Apesar de gostar do perigo iminente de seu trabalho, Só é ciente dos riscos que ele e o elenco podem correr nas sequências de ação. Por isso, ao pisar num set de filmagem, ele observa cada detalhe, desde a locação escolhida, os equipamentos utilizados até o sentimento do ator em relação a cena, como, por exemplo, um possível desconforto

– Na nossa profissão ou a gente morre ou se machuca. Nunca nada aconteceu comigo. Não posso errar. Se não tem segurança, cancelo. Na maioria das vezes, os atores querem participar.

De acordo com o dublê, a estrela de Ribeirão do Tempo, Bianca Rinaldi, ganhou o topo da lista das mais corajosas.

– Quando a Bianca vivia a trapezista Maria em Mutantes, ela queria fazer todos os saltos. Uma vez ela ficou até brava comigo, porque eu a tirei de uma cena, onde tinha o risco de bater numa quina.

Ricardo Petraglia é outro valente. Em Poder Paralelo, o ator protagonizou uma queda de helicóptero.

– Ele ficou quietinho dentro do maquinário, que foi jogado contra uma rampa.

Questionado se sua família se preocupa com sua profissão, Só surpreende. Na casa dele, todo mundo vive de emoção. Sua mulher, Denise, 47 anos, e seu filho mais velho, Yuri, 28 anos, são dublês. Já o mais novo, Yan, 25, é piloto de helicóptero.

– Só a minha tia que não entende. Uma vez por causa de uma cena de capotagem, ela ligou para a minha mãe para perguntar se eu estava bem. Daí a minha mãe disse que sim, porque eu tinha no carro o Santo Antônio [uma gaiola de ferro usada por pilotos de corrida]. Então, a minha tia falou: que bom que ele tem um santo no carro. Está protegido. Vê se pode!

R7

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Redação TV Foco