Nojeira: Varejista n°1 vende 800kg de carne podre de enchente e aciona alerta da ANVISA em 2025

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

Varejista vende carne apodrecida na enchente e ANVISA liga alerta (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva)

Escândalo: Varejista é acusada de reembalar carnes apodrecidas pela enchente e vender como cortes nobres do Uruguai e ANVISA liga o alerta

Uma das maiores varejistas brasileiras, vistas como nº1, ficou no centro das atenções após uma grave denúncia envolvendo a venda de carne apodrecida proveniente das enchentes do Rio Grande do Sul.

Toda essa situação chocante ligou o alerta da ANVISA devido ao potencial risco à saúde pública e à dificuldade de rastreamento dos produtos já comercializados.

Ao mesmo tempo, uma investigação da Polícia Civil revelou uma trama complexa de fraudes e falsificações que se espalhou por todo o país, levantando preocupações sobre os mecanismos de controle de qualidade e fiscalização do setor alimentício.

Diante de todos esses pontos, a equipe especializada em fiscalizações e serviços do TV Foco, com base em informações divulgadas pelo portal Metrópoles e G1, traz mais detalhes sobre o ocorrido e as medidas tomadas.

Carne com aspecto apodrecida era maquiada e vendida como nobre (Foto Reprodução/UOL)

Detalhes da investigação:

Veja abaixo os detalhes do esquema:

  • Aquisição da carne: A Tem Di Tudo Salvados adquiriu 800 toneladas de carne bovina, suína e de aves de um frigorífico em Porto Alegre, alegando que o produto seria destinado à fabricação de ração animal.

Além disso, a empresa alega que tem autorização para reaproveitar produtos vencidos.

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  • Revenda fraudulenta: No entanto, ao invés de processar a carne para ração, a empresa teria lavado e embalado os produtos, simulando origem uruguaia, e os revendido para açougues e mercados em diversos estados brasileiros.

Inclusive, as próprias imagens mostram que o produto chegou ao Rio Grande do Sul com aparência apodrecida.

Carne em situação imprópria (Foto: Reprodução/Globo)

Pelos lotes nas embalagens, o produtor que tinha perdido a carne notou se tratar do mesmo material.

No comércio investigado, a polícia ainda encontrou centenas de caixas de medicamentos e testes de Covid vencidos, além de cigarros e até produtos de beleza na mesma situação.

A equipe inutilizou todo o material com cloro e o entregou à companhia de limpeza.

Descoberta e investigação:

Um frigorífico gaúcho descobriu a fraude ao comprar acidentalmente parte do lote de carne e identificar a origem pelo número do lote.

Ao perceber que se tratava da carne anteriormente vendida como imprópria para consumo, o frigorífico denunciou o caso à polícia, iniciando a investigação.

Durante a Operação Carne Fraca, deflagrada em 22 de janeiro de 2025, a Delegacia do Consumidor do Rio de Janeiro (Decon-RJ) cumpriu oito mandados de busca e apreensão na sede da Tem Di Tudo Salvados e em endereços relacionados aos proprietários.

A polícia prendeu em flagrante o dono da empresa, Almir Jorge Luís da Silva, e mais três pessoas.

Monitoramento e medidas da ANVISA:

Obviamente, toda essa situação fez com que a ANVISA ligasse o alerta. Afinal de contas, ela é responsável por fiscalizar e tentar sanar os danos causados por irregularidades, principalmente envolvendo consumo de primeira necessidade.

Posicionamento da empresa e dos investigadores:

Não foram encontradas manifestações extras da empresa sobre o ocorrido, porém o espaço permanece aberto, caso queira expor mais detalhes sobre a situação.

No entanto, o delegado responsável pelas investigações, Wellington Vieira, destacou:

“Todas as pessoas que consumiram essa carne correram risco de vida. Quando uma mercadoria fica debaixo d’água, adquire circunstâncias e condições que trazem risco iminente à saúde”.

A polícia ainda descobriu que a Tem Di Tudo Salvados lucrou muito com o esquema:

“Segundo as notas fiscais, a carne boa estava avaliada em torno de R$ 5 milhões, mas a empresa comprou as 800 toneladas estragadas por R$ 80 mil”

Investigador Wellington Vieira (Foto Reprodução/Jornal Folha do Aço)

Consequências:

Os envolvidos podem responder pelos crimes de associação criminosa, receptação, adulteração e corrupção de alimentos, podendo pegar penas de até 20 anos de prisão:

“Essa fraude compromete a segurança alimentar de milhares de pessoas” -Afirmou o delegado Wellington Vieira, que lidera as investigações.

O que fazer em caso de suspeita de compra de carne inapropriada?

Consumidores que desconfiarem da qualidade da carne adquirida devem procurar a Vigilância Sanitária local e denunciar irregularidades aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.

Os investigadores continuam trabalhando e novas informações podem vir à tona à medida que avançarem as apurações.

Conclusões:

Em suma, uma grande varejista brasileira vendeu carne podre proveniente de enchentes, reembalada como produto nobre do Uruguai.

A polícia descobriu a fraude, prendeu os envolvidos e apreendeu toneladas de carne contaminada.

Por fim, a ANVISA ligou o alerta quanto à saúde pública enquanto a investigação continua em andamento, revelando uma complexa rede de fraudes no setor alimentício.

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