Celebridades

Longe da TV, Chiquinho da Eliana combate o tráfico de drogas e a dengue

Eliana abraçou Chiquinho ao reencontrá-lo em seu programa (Foto: Reprodução)
Eliana abraçou Chiquinho ao reencontrá-lo em seu programa (Foto: Reprodução)

Após 6 anos sem emprego na TV, o apresentador infantil Edílson Oliveira, mais conhecido pelo seu personagem Chiquinho, mudou a área de atuação.

Aos 53 anos, o ex-parceiro de palco da Eliana mora em Lauro de Freitas, na Bahia, e continua se apresentando como Chiquinho em shows infantis e projetos sociais no interior do Estado, como informa o jornalista Daniel Castro. Além disso, ele participa de campanhas contra o tráfico de drogas e de prevenção a doenças transmitidas pelo mosquito da dengue.

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“Sou o mascote do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas) aqui na Bahia. É um projeto que previne e combate a ação de traficantes com as nossas crianças. Temos cartilhas, desenhos e conversas. Tenho feito esse trabalho nas escolas e prefeituras”, declara.

“Outro trabalho que faço é o combate à dengue e ao chikungunya. [Nas apresentações], Entra o Chiquinho como agente de saúde trapalhão, um agente [real] e o mosquito transmissor. Através dessa brincadeira, a gente mostra como as pessoas têm que combater isso. Quando você brinca falando sério, elas pegam muito mais rápido”, explica.

Além dos projetos sociais, Edílson se divide entre shows, vídeos para o YouTube e um concurso de música gospel que organiza, o The Gospel Kids. “Já fizemos em oito cidades. Uma coisa é você copiar e ficar ridículo. Outra coisa é fazer uma alusão, que acho válido, e chamar o público. O Chiquinho gosta de parodiar, mas sempre no bom senso”, comenta, fazendo referência à semelhança com o “The Voice Kids”.

Na televisão, ele foi contratado da Record entre 1998 a 2011, sendo que após 2007 apenas na Record Bahia. Segundo ele, o fim de seu contrato na emissora se deu porque um diretor achava que a audiência de seu programa solo estava insatisfatória.

Atualmente, de vez em quando ele se apresenta como Chiquinho no Clube da Criança, da TV Aratu, afiliada do SBT em Salvador. Oliveira começou a carreira no SBT em 1980, como assistente de produção.

Ele interpretou personagens no “Show da Simony” e “Bozo”, e foi a voz do Melocoton no “Bom Dia e Cia” da Eliana. Os dois se reencontraram na TV em 2014, e no ano passado, no especial de Dia das Crianças do “Bom Dia e Cia”. “Chiquinho era o suporte da Eliana. Sem ele, ela não teria chegado onde chegou hoje. Foi um casamento perfeito”, afirma.

Edílson conta que gostaria de voltar a trabalhar no SBT, mas que encontra muita resistência. “Infelizmente, as pessoas não querem abrir portas. Dizem que o tempo passou, mas se fosse assim a maioria dos apresentadores que estão há décadas na TV já estariam fora. Creio que Chiquinho ainda tem muita água pra rolar”, diz.

Enquanto não recebe convites, ele divulga seu trabalho pelo YouTube, cobrindo feiras, lançamentos e shows. No entanto, “Chiquinho” acredita que consegue aproveitar melhor a vida pessoal hoje.

“Às vezes a precariedade em que a criança baiana vive é o que me motiva a fazer uma coisa diferente, voltada para o lado social, a me doar. No momento em que eu dei a pausa [na TV], posso dizer que não perdi. Ganhei o sorriso dos meus filhos, a importância de vê-los crescendo. Da mesma forma que a televisão usa você, você tem que saber usar a televisão”, reflete.

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Sobre o autor

Vinícius Vieira

Analista de televisão há mais de 10 anos, Vinícius Vieira é redator e escreve sobre o assunto há pelo menos 6 anos e é um apaixonado pelo assunto, principalmente a TV aberta. Contato e profissional: vinicarvalhocontato@outlook.com