Lula a par de aumento do salário mínimo para R$ 1.801 e milhões de trabalhadores CLT celebram a notícia
É decretado um reajuste do salário mínimo para R$ 1.801, impactando diretamente milhões de trabalhadores CLT.
A decisão, aguardada com expectativa, foi celebrada por diversos setores da classe trabalhadora, que veem no aumento uma chance de maior poder de compra e dignidade para os brasileiros que dependem do rendimento mensal.
O TV Foco, a partir do seu time de especialistas em finanças e das informações do RBS TV da Globo, detalha agora o novo valor do salário mínimo regional do Rio Grande do Sul.
Novo salário mínimo
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) aprovou, em 3 de dezembro de 2024, um reajuste de 5,25% no salário mínimo regional, elevando o piso de R$ 1.573,89 para R$ 1.656,51, com a faixa quatro sendo de R$ 1.801,55.

A medida, proposta pelo governo de Eduardo Leite (PSDB), beneficiará cerca de 1,2 milhão de trabalhadores formais e informais, especialmente em setores sem acordos coletivos, como agricultura, construção civil e serviços domésticos.
Os deputados Felipe Camozzatto (NOVO), Guilherme Pasin (PP) e Rodrigo Lorenzoni (PL) questionaram a própria existência do piso regional e votaram contra o projeto (PL 357/2024), que foi aprovado com 40 votos a favor.
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Negociações e Pressões Sindicais
O reajuste resultou de meses de negociações entre o governo, as centrais sindicais e as entidades patronais.
Enquanto os empregadores defendiam um aumento de 2,21%, as centrais sindicais pressionavam por 8,45%, argumentando que o índice aprovado não repõe as perdas inflacionárias acumuladas desde 2023.
A CTB-RS e o PT propuseram emendas para elevar o percentual para 9%, mas rejeitaram a proposta. O vice-governador Gabriel Souza justificou o índice de 5,25% como um equilíbrio entre a valorização do trabalhador e a sustentabilidade econômica das empresas.
Novas Faixas Salariais e Categorias Beneficiadas
O piso regional divide-se em cinco faixas, com valores atualizados conforme o setor:
- Faixa I (R$ 1.656,51): Agricultura, pecuária, construção civil, empregados domésticos e motoboys.
- Faixa II (R$ 1.694,66): Indústrias de vestuário, calçados, saúde, telecomunicações e limpeza.
- Faixa III (R$ 1.733,10): Comércio geral, indústrias de alimentação e mobiliário.
- Faixa IV (R$ 1.801,55): Metalúrgicos, gráficos, vigilantes e profissionais da educação.
- Faixa V (R$ 2.099,27): Técnicos de nível médio.

Impacto
O governo destacou que o reajuste busca recompor a inflação do último ano e manter a competitividade do estado frente a regiões com características socioeconômicas similares, como Santa Catarina e Paraná .
Para o Executivo, a medida estimula a formalização do emprego e o consumo interno, além de reduzir desigualdades salariais.
Entretanto, sindicatos criticam a falta de retroatividade e alegam que o valor ainda está abaixo do necessário para recuperar o poder de compra.
Quanto vai ser o salário mínimo do Brasil em 2026?
O salário mínimo no Brasil em 2026 está projetado para ser de R$ 1.595. Representando um aumento de 7,5% em relação ao valor de 2025 (R$ 1.518).
Contudo, esse reajuste considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do PIB dos dois anos anteriores. Porém, estudos indicam que o poder de compra pode permanecer estagnado até 2026.

CONCLUSÃO
Por fim, o reajuste de 5,25% no piso regional gaúcho reflete um esforço para equilibrar demandas trabalhistas e realidade econômica, mas deixa lacunas.
Porém, enquanto o governo celebra a manutenção da competitividade empresarial, sindicatos reforçam a urgência de políticas mais ousadas para recuperar perdas históricas.
Além disso, o tema segue como pauta prioritária, especialmente em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, que também adotam pisos regionais .
Veja também matéria especial sobre: CLTs em êxtase: Nova lei trabalhista em vigor em 2025 chega com salário mínimo de R$ 4.877 a lista de CPFs.
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Autor(a):
Wellington Silva
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