Luto! Morre ator famoso aos 96 anos, após mais de 70 anos de carreira: “Um monstro sagrado”
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Ator se despediu dos palcos do teatro em 2017, quando tinha 93 anos
Morreu aos 96 anos de idade na França, o ator francês Michel Bouquet, ele tinha uma carreira de mais de 70 anos e foi apelidado de "monumento do teatro". A notícia da morte foi dada pela agência France-Press.
Apesar de ter filmado com nomes como Claude Chabrol ou François Truffaut, o teatro foi "o reino" do ator, escreveu o jornal Le Monde, considerando-o "um monstro sagrado no exercício da sua arte", por conta da sua exigência, rigor e intensidade no palco.
Nascido em Paris em 1925, Michel Bouquet começou a carreira na representação ainda na adolescência, no Teatro Chaillot, na capital francesa e despediu-se dos palcos em 2017, com 93 anos, ao interpretar Tartufo, de Molière.
"No teatro, a personalidade do autor é tão majestosa, seja [Harold] Pinter ou Molière, que não fazemos mais do que tentar transmitir a palavra da forma mais obediente possível. O mais importante é esquecermo-nos de nós próprios", afirmou o ator, em entrevista à France-Presse, no ano de 2019.
MAIS SOBRE O FAMOSO
Nos palcos, Michel Bouquet atuou em vários clássicos contemporâneos como o de August Strindberg a Samuel Beckett, de Molière a Eugene Ionesco, autor o qual ele interpretou pelo menos 800 vezes, ao longo de duas décadas, a peça "O rei está a morrer".
No cinema, Michel Bouquet trabalhou com Jean Delannoy, François Truffaut, Luis Buñuele com Claude Chabrol. O ator também deu voz ao documentário "Noite e nevoeiro", de Alain Resnais, sobre o Holocausto.
Leia também
Michel Bouquet também venceu por duas vezes o César de melhor ator em "Como matei o meu pai" (2001), de Anne Fontaine, e em "Um passeio pela História" (2005), de Robert Guédiguian, onde vive o papel do antigo presidente francês, François Mitterrand.
Um dos últimos papéis dele no cinema foi em um filme de Gilles Bourdos, onde ele encarnou o pintor Pierre-Auguste Renoir, em seus últimos anos de vida.
Ator era considerado um monstro sagrado (Foto: Reprodução)