Celebridades

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Luto: Morte de cantor sertanejo famoso, deixa o país de joelhos; mal súbito e últimos momentos são descritos

Maurílio, da dupla sertaneja com Luiza, está em estado grave na UTI (Foto: Divulgação)
Maurílio, que formava dupla sertaneja com Luiza, morreu após três paradas cardíacas (Foto: Divulgação)

Maurílio morreu no final do ano passado e deixou o país em luto

No final do ano passado, o Brasil perdeu um grande cantor, morreu aos 28 anos de idade, o sertanejo Maurílio, após ter sofrido três paradas cardíacas. No momento em que sofreu o mal súbito, ele gravava um DVD junto com a sua dupla Luiza.

De acordo com informações passadas pelos médicos na época, o famoso apresentou disfunção hepática, que ocorre quando as funções do fígado são completamente comprometidas. “Descanse em paz”, “Sem acreditar que você se foi”, “Vai com Deus”, disseram alguns internautas, após a morte do famoso.

E agora, meses após a morte do sertanejo, os cantores Zé Felipe e Miguel lançaram a música Tô Solteiro, feita em parceria com Luiza e Maurílio. Foi durante a gravação desse DVD deles, que em 14 de dezembro o cantor passou mal e sofreu as três paradas cardíacas. A canção, vale destacar, é o último registro do cantor nos palcos.

Amigos e famosos lamentam a morte do cantor Maurílio (Foto: Divulgação)
Cantor Maurílio morreu aos 28 anos (Foto: Divulgação)

OS ÚLTIMOS MOMENTOS DO CANTOR EM VIDA

Em depoimento para a jornalista do Splash do UOL, Renata Nogueira, Miguel Vaz, da dupla com Zé Felipe expôs os últimos momentos de vida do cantor nos palcos.

Veja o depoimento completou abaixo!

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“Decidir lançar essa música foi um misto de emoções, a começar pela gravação. Sempre foi um sonho nosso ter um projeto em que pudéssemos contar com a participação da Luíza e do Maurílio. Era um sonho de longa data.
Quando tivemos a confirmação deles, uma semana e meia antes da gravação, ficamos em êxtase. Já tínhamos essa música “Tô Solteiro” e sugerimos gravá-la. E eles de pronto se interessaram. Particularmente, é uma das músicas que eu mais gosto das dez que gravamos naquele projeto em dezembro do ano passado.
Foi tudo gravado no mesmo dia. “Tô Solteiro” uma música inédita que nós gravamos no dia 14 de dezembro. O que o público vai ver e ouvir é exatamente o que foi gravado naquele dia.
O dia da gravação me traz lembranças que vão de um extremo a outro. A gente está falando da realização de um sonho, um sonho que nós batalhamos há quase seis anos: o de gravar um trabalho daquela proporção. Tínhamos consciência que esse trabalho seria uma virada de chave na nossa carreira. E a gente foi nessa proposta: de ter o dia mais feliz das nossas vidas.
Nossos amigos e familiares acompanharam a gravação. Vieram quatro ônibus de Brasília para Goiânia só com amigos e fãs. Foi um dia muito especial. Só que nós tivemos o ocorrido com o Maurílio. Ele passou mal logo depois da gravação da parte deles, em que nós estávamos dando uma canja. O público estava pedindo muito que a Luiza e o Maurílio também cantassem músicas de sucesso deles. E acabou acontecendo logo após essa canja.
Nós tivemos que passar a música nova quatro vezes, pois precisa ter uma versão que esteja valendo. Isso não depende de nós, depende da aprovação do diretor. Só que, ocasionalmente, alguém errava uma partezinha e tinha que refazer até que chegasse à versão final.
Tanto que a última vez que gravamos foi um pedido do Maurílio. Ele quis fazer mais uma. E acabou sendo a última vez que passamos a música com eles. Logo depois, recebemos o aval do diretor. E aí confraternizamos em cima do palco.
Lembrar disso é uma emoção muito grande. Temos ideia de onde podemos chegar, mas também temos consciência do nosso tamanho. Somos muito gratos de ter pessoas que já têm uma trajetória à frente da nossa em relação a trabalho e se dispõem a estar com a gente ali. E foi o caso da Luiza e Maurílio.
Quando ele estava saindo do palco, passou mal. Teve um mal súbito ali e foi rapidamente atendido pelos socorristas. Foi tudo muito rápido. Até eu, a Luiza e o Zé Felipe, que estávamos com ele no palco, não vimos no momento. Estávamos atendendo os fãs que pediam selfies. A Luiza de um lado, eu de outro, o Zé Felipe mais ou menos no meio. Só notamos depois de algum tempo.
O levamos para o camarim onde haveria mais discrição. A gente não tinha nenhuma noção do que estava acontecendo. A ideia era tirá-lo da exposição do palco e blindá-lo. Sabemos como essas questões chocam, principalmente ao público. Estamos falando de uma gravação com 600 pessoas. Todas com celular na mão. E não teve nenhum vídeo dessa situação.
Quando eu falo sobre o público presente e o respeito que tiveram me emociono bastante. Pois basta você passar algo para um grupo, às vezes pode ser até um amigo, que já perde o controle. O que percebi é que houve uma sensibilidade das pessoas com a situação. Elas entenderam que era algo que não valia a pena divulgar nas redes sociais.
O Maurílio foi para o camarim, nós também fomos para lá, e foi constatado que ele teria um atendimento melhor em uma unidade hospitalar que era muito próxima de onde estávamos gravando o DVD. Era um minuto e meio de distância de carro. A gente segurou a gravação durante esse período.
Como não tínhamos a plena noção do que estava acontecendo com ele, e nunca passou pela nossa cabeça que seria um problema tão sério, terminamos de gravar. Só faltavam duas músicas para o encerramento da gravação.
Se a gente cancelasse naquele momento, poderíamos passar uma mensagem errada para o público. De que o problema dele era muito mais sério do que poderia ser. Nossa preocupação era não criar um burburinho e não expor a imagem dele. Então optamos por terminar as duas faixas.
Acabando a gravação cancelamos a coletiva de imprensa que faríamos e fomos para o hospital. Só lá, na presença da Luiza e da equipe dele, tivemos a real noção da gravidade da situação. Nós não chegamos a visitá-lo depois porque era um quadro muito instável. O Maurílio esteve o tempo todo em uma UTI. E também queríamos respeitar a família. A gente se comunicava por telefone, orava, mandava boas energias. Até porque foi um caso amplamente noticiado e não achamos que seria o nosso local ali.
Após a gravação e toda a questão que envolveu o Maurílio ficamos bastante receosos. Primeiro porque o foco não estava em saber ou não se a gente iria lançar a música, e sim passar boas energias para o Maurílio. Mas, infelizmente, no dia 29 de dezembro ele veio a falecer.
Depois da partida do Maurílio, falar da música não foi algo que veio da gente. Adotamos uma postura muito reservada em relação a isso. Nessas situações, a parte profissional fica em segundo plano. O que a gente queria é que as pessoas que tanto nos ajudaram —a Luiza, a Luana (viúva) e a Odaisa (mãe)— se sentissem confortáveis nesse momento de luto.
A Odaisa e a Luana que quiseram saber se nós soltaríamos a música. A gente deu esse tempo e partiu da própria Odaisa a pergunta sobre se ainda soltaríamos esse trabalho. Só a partir daí, tivemos uma conversa mais clara sobre isso. Ela falou que gostaria que esse último trabalho dele em vida fosse lançado para que os fãs pudessem não apenas se despedir, mas também ter sempre na lembrança a animação e a felicidade que ele estava no dia da gravação.
Hoje, olhando para trás e vendo todo esse processo, eu consigo só fazer uma comparação com a nossa própria vida mesmo. Temos momentos muito felizes, momentos muito tristes e esses momentos a gente nunca consegue prever. É a imprevisibilidade das coisas que acontecem na nossa vida.
Eu acho que o DVD retratou muito isso. Momentos de muita felicidade, atrelados a momentos de muita tristeza. Olhando para trás eu só vejo esse DVD, e principalmente essa faixa (“Tô Solteiro”), como uma maneira de homenagear essa pessoa que foi tão generosa com a gente desde o momento que fizemos o primeiro contato. Não só o Maurílio, mas a Luiza também.
Estivemos o tempo todo alertas, cientes e continuamos cientes de que lançando essa música agora no dia 1º de abril pode acontecer de algumas pessoas fazerem críticas. Mas eu olho de outra maneira: a gente tem o pedido de uma mãe. A família vê com bons olhos esse lançamento. Não temos o objetivo de se aproveitar dessa situação. Nunca foi e nunca vai ser a nossa conduta. Tanto que nunca entendemos essa decisão como nossa. Foi sempre uma decisão da Luiza e da família.
Se hoje ou no futuro acontecer alguma crítica em relação ao lançamento, estarei com a consciência tranquila. O que nós estamos fazendo ali é prestar uma homenagem a essa pessoa que foi generosa, que quis muito bem a gente e acreditava no nosso trabalho.
A Luana e a Odaisa são pessoas sensacionais. Crescemos muito vendo o exemplo delas de força diante da situação e do entendimento. O que vai chegar ao público agora é uma homenagem. É a maneira que o Maurílio mais gostava de estar. É o jeito que ele mais se sentia à vontade. É o que Deus deu de dom para ele, que foi cantar.
Eu sou muito grato de ter tido a oportunidade de tê-lo no nosso palco mesmo que uma maneira muito rápida. Quero contar para os meus filhos lá na frente que estive no palco com o Maurílio. Ainda que tão brevemente. É esse sentimento que colocamos no nosso projeto. De gratidão a essa pessoa que foi muito querida por nós.”
Maurílio formava dupla com Luiza (Foto: Reprodução)
Maurílio formava dupla com Luiza (Foto: Reprodução)

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