Marieta Severo denuncia perseguição e usa espaço na Globo para atacar Bolsonaro: “Insuportável”
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Marieta Severo usou espaço no “Altas Horas” para criticar atual governo
Marieta Severo tem uma vasta carreira na televisão e no teatro, contudo, o início da carreira da veterana não foi nada fácil. A atriz usou seu espaço no último programa “Altas Horas” para relembrar a censura que ela e Chico Buarque, seu marido na época, sofreram.
A atriz participou do programa de forma remota devido a pandemia, durante um momento do bate papo, Marieta falou da ditadura: “Foi na época da Ditadura, uma época terrível, que a a gente espera que não volte nada semelhante, parecido. Existia uma censura, uma impossibilidade de Chico [Buarque, cantor e ex-marido de Marieta] se apresentar na televisão, e eu achava que não era justo eu me apresentar com ele sendo censurado. Foi por isso. Eu fiquei uns dez anos sem fazer televisão, e o motivo foi esse, não foi uma opção profissional de ‘quero fazer mais teatro'”, entregou a atriz.
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Em outro momento a contratada da Globo disse que por causa da censura precisou viajar grávida para a Itália, caso contrário Chico Buarque poderia ser preso no Brasil: “A gente recebia muito recado de que, se Chico voltasse, ele ia ser preso. Eu estava com barrigão… Aí a gente falou ‘não vamos voltar’, e aí Silvinha nasceu na Itália por causa disso, ficamos mais de um ano lá por causa desse período tenebroso, que alguns aí clamam de volta. Mas eu com a minha experiência, minha vivência de ter passado por esses períodos todos, digo que não há nada pior. É insuportável não ter liberdade, é insuportável viver sem democracia”
Com o ano de 2022 sendo de eleições, Marieta Severo desejou que as coisas se ajeitem e alfinetou novamente o governo Bolsonaro de extrema direita: “Que o ano que vai entrar seja um ano em que nós brasileiros possamos lidar com coisas mais alegres, positivas, construtivas, resgatar toda a alegria e criatividade que nosso povo tem. Sem esse discurso tão ruim de violência, de arma, de ódio, de estímulo à briga entre nós. A gente não é assim, não quer ser assim e não seremos assim no ano que vem”.