Lembra dele? Maurício Kubrusly, lutando contra doença cruel, está irreconhecível e vive assim aos 79 anos
Maurício Kubrusly reaparece aos 79 anos com aparência transformada enquanto enfrenta uma doença cruel que mudou completamente sua rotina
Maurício Kubrusly reaparece aos 79 anos com aparência transformada enquanto enfrenta uma doença cruel que mudou completamente sua rotina
Aos 79 anos, o jornalista Maurício Kubrusly, renomado por seu carisma e narrativas que encantaram gerações no Fantástico, vive hoje um momento delicado da vida. Diagnosticado em agosto de 2023 com demência frontotemporal (DFT), uma condição neurodegenerativa que compromete os lobos frontais e temporais do cérebro, ele sofreu perda significativa de funções cognitivas, como memória, linguagem e capacidade de leitura.
Contudo, desde então, Kubrusly deixou São Paulo e se mudou com a esposa, Beatriz Goulart, e o cachorro Shiva para uma cidade no sul da Bahia, buscando tranquilidade e contato com a natureza como forma de acolhimento à progressão da doença.
A DFT diagnosticada no jornalista não tem cura, e sua evolução costuma levar à deterioração gradual da fala, do comportamento e da capacidade de decisão. A condição afetou de forma marcante a rotina de Kubrusly: hoje, ele já não reconhece nem mesmo os textos que escreveu e depende da esposa para a maior parte das atividades diárias.
Além disso, embora a família tenha adotado uma postura de acolhimento, com mudanças de hábitos e acompanhamento clínico, a degeneração do quadro é visível, com a perda de inibições, confusão mental e falhas na linguagem características da DFT.
Nos dias atuais, Kubrusly vive recluso, longe dos estúdios e da agitação paulistana. A mudança para uma área litorânea tranquila proporcionou seus primeiros sinais de leve recuperação comportamental.
Especialistas ambientais em saúde mental reforçam que a demência frontotemporal costuma surgir mais cedo do que o Alzheimer comum. Muitas vezes entre 45 e 65 anos, embora Kubrusly só tenha sido diagnosticado já na casa dos 77 anos. A DFT corresponde a cerca de 5% a 15% dos casos de demência e tem origem frequentemente genética.
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Quais são os sintomas da doença de Maurício Kubrusly?
Sintomas como comportamento impulsivo, apatia, perda de empatia e dificuldades de fala são observados em Kubrusly. E isso reflete a fase que muitos pacientes com DFT enfrentam. Contudo, uma consciência parcial da condição, acompanhada de frustrações e pequenos lampejos do que já foi. Ele, que foi repórter viajante, hoje encontra-se diante das memórias que escapam, das palavras que não surgem e dos gestos que pedem ajuda.
Quanto à expectativa de vida, estimativas médicas apontam que pessoas com DFT vivem em média de seis a dez anos após o diagnóstico. Embora isso possa variar de caso a caso, dependendo de apoio familiar e intervenções clínicas. Atualmente, o foco é manter sua dignidade e qualidade de vida, o que inclui terapias, acompanhamento psicológico e suporte para atividades do dia a dia.