Por que morte de estrela do Castelo Rá Tim Bum surpreendeu tanta gente com descoberta de HIV: “Não sabia”
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Ator entrou para as estatísticas da doença nos anos noventa
O Castelo Rá-Tim-Bum marcou gerações na TV Cultura. Há três décadas, o primeiro episódio foi ao ar, mas, até hoje, o público é apegado ao elenco.
Nomes como Cássio Scapin, Luciano Amaral, Cinthya Rachel, Freddy Allan e Wagner Bello estiveram na trama infantil. Este último, infelizmente, morreu ainda durante as gravações.
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Ele deu vida ao extraterrestre Etevaldo e não conseguiu se despedir do público. Na época, Wagner Bello tinha apenas 29 anos e lutava contra o HIV, mas não resistiu à doença, que segue sem cura.
Para não deixar um buraco na história do Castelo Rá-Tim-Bum, o personagem foi substituído por Etecetera, revelada como irmã de Etevaldo, interpretada por Siomara Schoröder, que foi amiga pessoal do falecido ator.
“Acho que ele chegou a gravar o programa doente. Os testes demoravam muito, então não sei se ele não sabia ou imaginava. Eu vi um amigo definhar e morrer, o HIV era devastador”, disse Siomara à revista Quem.
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“Desde que ele soube que tinha a doença até morrer foi menos de um ano, então foi uma situação muito traumática. Tentaram esconder a notícia, não sei se por conta do tabu que era a Aids, a homossexualidade ou para não desiludir as crianças”, revelou.
Wagner Bello deu vida ao Etevaldo do Castelo Rá-Tim-Bum (Foto: Divulgação / TV Cultura)
Adeus ao Castelo Rá-Tim-Bum
Em um dos episódios, os personagens leram uma carta de despedida de Etevaldo, que nunca mais havia aparecido por lá. Foi tudo muito sucinto, mas comovente para quem assistiu: “Eu não posso ir ao castelo porque estou aqui, entre as estrelas, brincando”.