Honda e Yamaha que se cuidem: 2 gigantes colocam R$300M na mesa para lançar motos populares no Brasil

Moto acessível vira alvo de disputa bilionária no Brasil depois que 2 gigantes decidem investir pesado para desafiar Honda e Yamaha

27/05/2026 23:55

5 min

Yamaha - Moto - Honda (Foto: Reprodução)
Yamaha - Moto - Honda (Foto: Reprodução)
Continua depois da publicidade

Moto acessível vira alvo de disputa bilionária no Brasil depois que 2 gigantes decidem investir pesado para desafiar Honda e Yamaha

O mercado brasileiro de motos entrou em uma nova fase depois do anúncio bilionário envolvendo a iFood e a 99. As duas empresas decidiram investir mais de R$ 300 milhões em um projeto voltado para a fabricação de motos elétricos no Brasil, em uma iniciativa que chamou atenção de gigantes tradicionais como Honda e Yamaha.

Continua depois da publicidade

O plano não envolve apenas a produção de veículos. O projeto pretende criar uma cadeia industrial completa, com fabricação nacional de baterias, motores, peças eletrônicas, sistemas de recarga e até reciclagem de componentes.

A expectativa apresentada pelas empresas prevê a circulação de 600 mil unidades elétricas até 2035, com foco principalmente em trabalhadores de aplicativos e profissionais que dependem do transporte diário para garantir renda.

Continua depois da publicidade

A movimentação ganhou força porque o Brasil possui uma das maiores frotas do mundo nesse segmento. Atualmente, o país conta com cerca de 30 milhões de veículos de motos em circulação, número que pode crescer ainda mais nos próximos anos. Grande parte dessa frota pertence a entregadores, profissionais autônomos e trabalhadores que utilizam o veículo como principal ferramenta de trabalho.

Nesse cenário, a promessa de redução nos custos operacionais virou um dos pontos mais importantes do projeto. Segundo estimativas divulgadas pelas empresas envolvidas, os modelos elétricos podem diminuir gastos com abastecimento e manutenção em até 60%. A mudança chamou atenção porque muitos trabalhadores enfrentam despesas elevadas com combustível, troca de peças e revisões constantes. Para quem roda o dia inteiro, qualquer economia faz diferença no orçamento do mês.

Continua depois da publicidade
Motos entregador 99food (Foto: Reprodução/ Internet)
Motos entregador 99food (Foto: Reprodução/ Internet)

A proposta nasceu dentro de um fundo criado pela gestora YvY Capital, especializada em projetos ligados à transição energética e infraestrutura sustentável. O termo “transição energética” significa a troca gradual de fontes tradicionais e poluentes por alternativas mais limpas e modernas. Na prática, isso envolve reduzir o uso de combustíveis fósseis, como gasolina e diesel, para ampliar o espaço da eletrificação. O fundo recebeu apoio inicial do iFood ainda em 2025, mas ganhou força após a entrada da 99 como investidora âncora do projeto.

Leia também

O investimento também tenta resolver um problema antigo da eletrificação no Brasil. Atualmente, o país ainda possui pouca estrutura voltada para veículos elétricos. Muitas cidades não oferecem pontos de recarga suficientes, a produção nacional é pequena e grande parte das peças ainda depende de importação.

Continua depois da publicidade

O novo projeto tenta mudar esse cenário ao incentivar fábricas locais e estimular novas empresas do setor. Além disso, a iniciativa pretende ampliar o acesso ao financiamento para trabalhadores que desejam trocar o veículo tradicional por um modelo elétrico.

Outro detalhe importante envolve o impacto ambiental. Empresas de entrega passaram a sofrer pressão crescente por práticas mais sustentáveis. O uso de combustíveis fósseis aumenta a emissão de gases poluentes, principalmente nas grandes cidades.

Continua depois da publicidade

Com a expansão da eletrificação, a expectativa é reduzir parte dessas emissões ao longo dos próximos anos. Especialistas do setor afirmam que a mudança pode transformar o mercado brasileiro de mobilidade urbana, principalmente entre trabalhadores que passam o dia inteiro nas ruas.

Melhores motos para trabalhar com Ifood no Brasil (Foto: Reprodução/Internet)
Motos – Ifood no Brasil (Foto: Reprodução/Internet)

A disputa também ganhou um lado estratégico. A liderança da Honda e da Yamaha no Brasil sempre esteve ligada aos modelos populares, principalmente aqueles usados para deslocamento diário e trabalho. Agora, gigantes da tecnologia e dos aplicativos decidiram entrar justamente nesse espaço. Isso explica por que o anúncio provocou repercussão imediata no setor automotivo. O trabalhador que hoje depende da moto para fazer entregas pode se tornar o principal alvo dessa nova disputa industrial.

Quem trabalha com entrega sabe que a moto representa muito mais do que transporte. Ela garante renda, amplia oportunidades e permite jornadas mais flexíveis. Por isso, o custo de manutenção pesa tanto no bolso. Pneus, óleo, combustível e revisões frequentes costumam consumir parte importante dos ganhos mensais. O projeto aposta exatamente nessa dificuldade financeira para convencer trabalhadores a migrarem para modelos elétricos.

As empresas envolvidas afirmaram que o plano também deve estimular a criação de startups brasileiras focadas em mobilidade, baterias e sistemas de compartilhamento. Startup é o nome usado para empresas jovens que desenvolvem soluções inovadoras, normalmente ligadas à tecnologia. O objetivo é criar um ecossistema nacional capaz de competir com mercados internacionais que já avançaram bastante nesse setor, como China e Índia.

Outro ponto que chama atenção envolve a possibilidade de ampliação da produção nacional. Hoje, boa parte das motocicletas vendidas no Brasil sai da Zona Franca de Manaus, região industrial criada para incentivar o desenvolvimento econômico da Amazônia. Com o avanço da eletrificação, novas fábricas podem surgir em outras regiões do país, principalmente se o projeto realmente alcançar os números divulgados pelas empresas.

Motos Honda e Yamaha (Foto: Reprodução/ Internet)
Motos Honda e Yamaha (Foto: Reprodução/ Internet)

Apesar do entusiasmo, o mercado ainda observa alguns desafios importantes. Muitos consumidores demonstram preocupação com autonomia das baterias, tempo de recarga e valor final dos modelos elétricos. Além disso, parte dos trabalhadores teme que a infraestrutura brasileira ainda não esteja preparada para uma mudança tão rápida. Mesmo assim, o investimento colocou pressão sobre marcas tradicionais e mostrou que o setor de mobilidade entrou em um período de transformação acelerada.

A avaliação de analistas do mercado é que a moto elétrica deixou de ser apenas uma aposta distante e passou a ocupar espaço estratégico dentro da economia brasileira. O tamanho do investimento, a participação de grandes empresas e o foco no trabalhador urbano reforçaram essa percepção. Agora, o setor acompanha os próximos passos do projeto para entender se a iniciativa realmente conseguirá mudar o mercado nacional nos próximos anos. A expectativa cresceu porque a moto elétrica passou a ser vista como uma alternativa de economia para milhões de brasileiros.

Quer receber avisos de notícias no seu dispositivo? Ative as notificações do TV Foco.

Continua depois da publicidade

Wellington Silva é redator com experiência em produção de conteúdo digital voltado para celebridades, reality shows e entretenimento. Atua na cobertura de famosos, televisão, música e futebol, sempre com foco em organizar informações, analisar diferentes fontes e entregar conteúdos claros e atualizados para um grande volume de leitores. Atualmente, integra o time do site TV Foco, onde também participa da distribuição estratégica das matérias em plataformas digitais. Com formação técnica em Redes de Computadores pela EEEP Marta Maria Giffoni de Sousa e atualmente cursando Ciência da Computação na FIAP, Wellington combina conhecimento em tecnologia com prática em análise e organização de dados. Desenvolve habilidades em lógica de programação, Python e estruturação de informações, aplicando esse olhar analítico no tratamento de conteúdos e identificação de padrões no ambiente digital. Seu trabalho se destaca pela atenção aos detalhes, agilidade e capacidade de lidar com múltiplas demandas, sempre buscando qualidade na informação e boa experiência para o público. Contato: @ueellitu