Ministério Público pede manutenção da prisão preventiva de Deolane

O Ministério Público surpreendeu ao pedir a manunteção da prisão preventiva de Deolane Bezerra. Ela está na cadeia desde 21 de maio

Vidente diz que Deolane sofreu traição de homem em quem confiava: "Motivo para prisão" (Foto: Reprodução / Instagram / Canva)

O Ministério Público surpreendeu ao pedir a manunteção da prisão preventiva de Deolane Bezerra. Inclusive, ela está na cadeia desde 21 de maio

Nesta quinta-feira, 20 de agosto, existia uma forte expectativa de que Deolane Bezerra poderia acabar sendo solta. Contudo, Ministério Público de São Paulo decidiu agir às pressas e pediu a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e de Marcola, apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), além de outros quatro réus.

Para quem não sabe, os cinco são réus em uma ação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção. Mas, acontece que o documento assinado pelo promotor Lincoln Gakiya, aponta risco de novos crimes caso Deolane e os outros envolvidos no acabem sendo soltos. A influenciadora teria uma participação muito forte na organização criminosa.

Deolane Bezerra acabou sendo descrita pela Promotoria como parte do núcleo financeiro do PCC e como responsável por ocultar e dissimular valores de origem ilícita. A advogada está presa desde 21 de maio de 2026. Aliás, o pedido de renovação da prisão preventiva é necessário, porque a lei determina que uma reavaliação seja feita a cada 90 dias.

Diante da situação da influenciadora digital, o advogado de Deolane, Aury Lopes Jr., veio à público explicar. “Em 90 dias, tem que revisar e tem que fundamentar, sob pena de tornar a prisão ilegal. É um momento importante para revisar se a prisão é contemporânea, necessária. Mas não há soltura imediata só porque se passaram os 90 dias”, disse ele.

Aliás, o advogado se mostrou esperançoso: “Ela deveria ser solta, sim. Torcemos e esperamos pela liberdade de Deolane, com prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. Porque é uma prisão ilegal, sem necessidade cautelar alguma. Então esses 90 dias são a oportunidade de um juiz olhar para o caso com atenção, sem a pressão midiática de prender [Deolane]”.

Deolane segue na prisão (Foto: Reprodução / Instagram)

Operação Vérnix

A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado de São Paulo deflagraram a Operação Vérnix, voltada à apuração dos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, que envolve uma transportadora localizada no Oeste Paulista.

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Em 21 de maio deste ano, acabaram sendo cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Deolane Bezerra, em Barueri, na Grande SP, onde teve a prisão. Everton de Souza (Player) também foi preso, indicado como operador financeiro da organização.

As investigações apontaram movimentação financeira bilionária ligada à facção criminosa. O caso envolve uma transportadora investigada por ligação com o PCC, que movimentou cerca de R$ 20 milhões em Presidente Venceslau.

A Justiça de Presidente Venceslau aceitou, em 16 de junho, a denúncia do Ministério Público e converteu Deolane Bezerra em ré. Ela responde por organização criminosa e lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além dela, também se tornaram réus Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e Everton de Souza.

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