“Não procurei chocar”, diz Cao Hamburger sobre relação homossexual em Malhação

[caption id="attachment_493754" align="aligncenter" width="700"] Cao Hamburger é o atual autor da novelinha. (Foto: Foto: Carol Caminha/Gshow)[/caption] O ator Cao Hamburger trouxe para o início das noites assuntos que nos últimos anos estavam bastante restritos ao horário nobre. Na atual temporada…

10/02/2018 21:58

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O autor Cao Hamburger (Foto: Divulgação)
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Cao Hamburger é o atual autor da novelinha. (Foto: Foto: Carol Caminha/Gshow)

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O ator Cao Hamburger trouxe para o início das noites assuntos que nos últimos anos estavam bastante restritos ao horário nobre. Na atual temporada de Malhação, ele aborda as diferenças, e entre os temas debatidos no folhetim está a relação entre pessoas do mesmo sexo.

Embora para alguns possa parecer à primeira vista, Cao garantiu em entrevista ao site Meio&Mensagem que não tentou de maneira alguma chocar o público ao colocar o assunto em pauta: "Mexemos com alguns tabus, entre eles a relação afetiva/amorosa entre pessoas do mesmo sexo. Procurei tratar o assunto sempre com muito respeito e sensibilidade. Não procurei chocar ou colocar os incomodados na parede", disse o autor.

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Aprovando a repercussão e audiência do folhetim, ele também falou sobre a decisão de investir em cinco protagonistas do sexo feminino para a mesma novela. "Provamos que os jovens estão antenados ao que acontece no mundo. A nossa história se propôs a falar de diversidade e respeito às diferenças, à opinião, à posição, à cultura do outro. A boa aceitação mostra que os jovens são inteligentes, estão preocupados em entender e cuidar do mundo a sua volta", disse.

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Cao ainda mencionou os cuidados que tomou ao resolver abordar temas delicados. "Em primeiro lugar, antes de começar a escrever os capítulos, procurei mergulhar no mundo jovem. Quis revisitar e entender o universo de perto. Então fizemos vasta pesquisa, incluindo encontros com jovens, tanto da escola pública como de escolas particulares, fomos à periferia, conversamos com educadores, com pais, pesquisamos em diversas fontes. No final das contas, achei jovens não muito diferentes do que eu fui na essência. Muitas questões parecidas e muitas outras novas. Juntando toda essa pesquisa, às memórias de pai de adolescentes e do adolescente que fui na minha fase de colegial, as histórias foram sendo construídas", resumiu o roteirista.

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Apaixonado pelo mundo da televisão, Fernando Lopes escreve sobre o assunto no TV Foco desde 2013.