Pode ir se despedindo dos R$ 1.412: Nova lei de Lula passa o trator em benefícios e arranca BPC de milhares
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) são pegos totalmente de surpresa com uma nova lei do governo Lula
A recente aprovação de uma nova lei sob o governo do presidente Lula está causando um grande impacto na vida de milhares de brasileiros. A medida, que revisa os critérios de elegibilidade para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), promete reduzir significativamente o número de beneficiários.
Essa alteração resultará em uma perda mensal de R$ 1.412 para muitas famílias que dependiam desse suporte financeiro para sobreviver. A decisão tem gerado muita controvérsia e preocupação entre os cidadãos e especialistas em políticas sociais.
Na edição desta sexta-feira (26) do Diário Oficial da União (DOU), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou duas portarias que alteram os critérios para concessão e monitoramento de irregularidades no Benefício de Prestação Continuada.
O BPC é um programa previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) que assegura um salário mínimo mensal a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.
Segundo a CNN Brasil, essa medida surge em meio a percepções de aumento significativo nos pagamentos do benefício social, contribuindo para um desequilíbrio nas contas públicas e aumentando os desafios para atingir a meta de eliminar o déficit fiscal em 2024, conforme estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
De acordo com o novo marco fiscal, há uma margem de tolerância para um desequilíbrio de até 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 28,8 bilhões.
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Motivos da mudanca
As mudanças no BPC são parte de um pacote de redução de despesas de R$ 25,9 bilhões, anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), três semanas atrás, com o objetivo de diminuir a pressão sobre o Orçamento de 2025, cujo projeto de lei deve ser enviado ao Congresso Nacional até o final de agosto.
Para o próximo ano, a meta fiscal também é de déficit zero.
O BPC não é uma aposentadoria. Para ter acesso ao benefício, não é necessário ter contribuído para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas é preciso que a renda per capita do grupo familiar seja igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo.
Pessoas com deficiência que desejam acessar o programa também passam por avaliação médica e social no INSS. O BPC não inclui pagamento de 13º salário e não gera pensão por morte.
Detalhes dos cortes
A primeira portaria (Portaria Conjunta MDS/INSS Nº 28/2024) estabelece que “requerimentos do BPC com alterações cadastrais suspeitas de inconsistência durante a análise devem ser submetidos a uma averiguação específica para verificar as novas informações fornecidas”.
Segundo o texto, o INSS realizará cruzamentos mensais de informações para verificar a manutenção do critério de renda do grupo familiar e o acúmulo do benefício com outra renda registrada, utilizando dados de outros órgãos públicos.
No caso de pessoas com deficiência, haverá verificação da renda proveniente de atividades remuneradas, o que pode desqualificar o beneficiário.
A portaria também define que o INSS priorizará a revisão de indícios de irregularidades relacionadas à superação do critério de renda para beneficiários com Cadastro Único atualizado, sem dispensar a revisão de casos em que a renda provenha de membros do grupo familiar. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome poderá indicar grupos prioritários para revisão da renda per capita familiar com base em estudos que apontem maior probabilidade de irregularidades.
A segunda portaria (Portaria Interministerial MDS/MPS nº 27/2024), assinada em conjunto pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e pelo Ministério da Previdência Social, trata das regras de atualização cadastral e manutenção do benefício.
O texto estabelece que beneficiários não inscritos no CadÚnico ou com cadastro desatualizado há mais de 48 meses devem regularizar a situação em 45 dias (para municípios de pequeno porte) e 90 dias (para municípios de médio e grande porte) a partir da notificação, com bloqueio após 30 dias.
O impacto
A equipe econômica do governo ainda não apresentou estimativas dos impactos das mudanças no BPC sobre as finanças públicas.
BPC e INSS (Fotos: Reproduções / Internet)
INSS é responsável por vários benefícios (Reprodução: Internet)
INSS (Foto:Reprodução/Internet)
Ministra do Planejamento, Simone Tebet (Reprodução: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, o governo estimou um gasto de R$ 103,46 bilhões com o programa, mas na última revisão do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP), divulgada na segunda-feira (22), as estimativas subiram para R$ 111,48 bilhões.
Este foi um dos motivos para o anúncio do congelamento de R$ 15 bilhões em despesas, sendo R$ 11,17 bilhões em bloqueio e R$ 3,84 bilhões em contingenciamento.
Quem tem direito ao BPC do INSS?
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) do INSS é destinado a duas categorias de pessoas:
- Idosos:
- Pessoas com 65 anos ou mais.
- Renda familiar per capita de até 1/4 do salário mínimo.
- Não é necessário ter contribuído ao INSS.
- Pessoas com Deficiência:
- Qualquer idade.
- Com deficiência física, mental, intelectual ou sensorial que impeça a participação plena na sociedade.
- Renda familiar per capita de até 1/4 do salário mínimo.
Lembrando que o BPC não é uma aposentadoria e não paga 13º salário.