Confira o que pode mudar em alugueis, segundo advogada

Uma publicação recente da advogada Jéssica Saldanha chamou a atenção ao destacar mudanças importantes nos contratos de aluguel que passam a ganhar mais rigor a partir de abril de 2026.

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Embora essas normas já existam, a advogada alerta que a fiscalização tende a ser mais intensa, exigindo maior cuidado tanto de inquilinos quanto de proprietários.

A principal transformação está na formalização dos contratos e na clareza das cláusulas. Nesta matéria, você entenderá:

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  • Novas exigências para contratos de aluguel
  • Regras mais rígidas para reajustes e garantias
  • O que muda com a Reforma Tributária

Contratos de aluguel mais rigorosos

A partir de 2026, segundo a advogada, a tendência é que contratos de locação precisem ser ainda mais claros e completos.

A recomendação da especialista é evitar acordos verbais ou documentos genéricos, já que a ausência de um contrato bem estruturado pode gerar conflitos e até prejuízos.

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Entre os principais pontos que passam a exigir mais atenção estão:

  • Obrigatoriedade de contrato por escrito
  • Definição clara das garantias, como fiador, caução e seguro-fiança
  • Responsabilidades detalhadas sobre manutenção e danos

Além disso, o reajuste do aluguel continua permitido apenas no aniversário do contrato, com base em índices previamente acordados.

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Ou seja, qualquer alteração fora desse período pode ser considerada irregular.

Ilustração aluguel (Foto: Canva)
Ilustração aluguel (Foto: Canva)

Impacto direto para inquilinos

Desse modo, para quem mora ou pretende morar de aluguel, as mudanças exigem atenção na hora de assinar o contrato.

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Detalhes que antes passavam despercebidos agora podem fazer diferença:

  • Valores e regras de reajustes
  • Responsabilidade por manutenção
  • Multas e condições de rescisão

Com maior fiscalização, a tendência é que contrato mais bem elaborados se tornem padrão, trazendo mais segurança jurídica e exigindo mais atenção do inquilino.

Publicação de Jéssica Saldanha (Foto: Reprodução / Instagram)
Publicação de Jéssica Saldanha (Foto: Reprodução / Instagram)

Reforma Tributária

Além disso, a partir de 2026, também ocorre a regulamentação da Lei Complementar 214/2025, que institui o novo modelo de tributação com IBS e CBS.

De acordo com o governo federal, essa mudança impacta na prática:

  • Aluguel por temporada (até 90 dias) pode ser equiparado à hospedagem apenas em casos específicos
  • Pessoa física só será tributada como empresa se tiver mais de 3 imóveis alugados e renda anual acima de R$ 240 mil

Quem não se enquadra nesses critérios continuam pagamento apenas Imposto de Renda, sem entrar no novo regime.

A Reforma também traz ajustes que, na prática, podem até reduzir a carga tributária em alguns casos:

  • Aluguel residencial tradicional terá redução de até 70% na base de cálculo de IBS/CBS
  • Alíquota efetiva pode ficar em torno de 8%, além do IR
  • Pequenos proprietários ficam protegidos de tributação excessiva

Já para grandes proprietários:

  • O imposto incide apenas sobre valores acima de R$ 600 por imóvel
  • Há possibilidade de deduzir custos com manutenção e reformas
  • Imóveis de menor valor podem gerar benefícios sociais, como cashback para inquilinos de baixa renda

Apesar de entrar em vigor em 2026, a Reforma Tributária não terá impacto total imediato. O processo será gradual:

  • 2026: início das adaptações e ajustes
  • 2027 a 2033: implementação completa das novas cobranças
Ilustração aluguel( Foto: Canva)
Ilustração aluguel( Foto: Canva)
https://youtu.be/O_bHVuRc6_E?si=EHEnwvYtnHlhe4Yp