Lei informa o que o Nubank está proibido de fazer na cobrança de fatura do cartão

Nubank enfrenta regras claras e lei define o que o banco não pode fazer ao cobrar a fatura do cartão dos clientes; Confira os detalhes

16/04/2026 19:15

4 min

Nubank (Reprodução/Internet)
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Nubank enfrenta regras claras e lei define o que o banco não pode fazer ao cobrar a fatura do cartão dos clientes

A cobrança de faturas de cartão de crédito voltou ao centro das atenções após a divulgação de orientações jurídicas envolvendo o Nubank . Um advogado explicou que a instituição financeira não pode cobrar valores desproporcionais ao que o cliente utilizou.

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A informação ganhou destaque porque muitos consumidores relataram aumento expressivo da dívida após atraso no pagamento. A legislação brasileira estabelece limites claros para esse tipo de cobrança. O foco da discussão envolve a legalidade dos encargos aplicados e o respeito às normas do sistema financeiro nacional.

Conta e cartão Nubank (Foto: Divulgação)
Conta e cartão Nubank (Foto: Divulgação)

Segundo a análise jurídica, o banco não pode simplesmente dobrar o valor da fatura sem apresentar justificativa legal e contratual. Isso não significa que a dívida não possa crescer com o tempo. O aumento pode ocorrer, mas precisa seguir critérios definidos por lei. Esse crescimento acontece por causa da aplicação de juros, multas e impostos.

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Todos esses encargos devem estar previstos no contrato firmado com o cliente. Além disso, precisam respeitar regras estabelecidas por órgãos reguladores e pelo Código de Defesa do Consumidor.

Como funciona a fatura do cartão de crédito Nubank?

Para compreender o problema, é necessário entender como funciona a fatura do cartão de crédito. A fatura reúne todas as compras realizadas durante um período específico. Quando o cliente paga o valor total até a data de vencimento, não há cobrança de juros.

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No entanto, quando o pagamento não é feito integralmente, o valor restante entra no chamado crédito rotativo. Esse tipo de crédito funciona como um empréstimo automático concedido pelo banco ao consumidor.

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O crédito rotativo costuma ter juros elevados. Esses juros são aplicados sobre o valor que não foi pago. Além disso, eles são acumulados ao longo do tempo. Isso ocorre porque o sistema utiliza juros compostos.

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Nesse modelo, os juros incidem não apenas sobre o valor original, mas também sobre os juros acumulados anteriormente. Esse mecanismo faz com que a dívida cresça de forma rápida, principalmente em casos de atraso prolongado.

Nubank - Cartão de crédito (Foto: Divulgação)
Nubank - Cartão de crédito (Foto: Divulgação)

De acordo com as regras vigentes, o valor total de uma fatura atrasada pode incluir diferentes encargos. Entre eles estão os juros de mora, que geralmente são de 1% ao mês. Também há a multa por atraso, que pode chegar a até 2% do valor da dívida.

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Outro item comum é o IOF, que significa Imposto sobre Operações Financeiras. Esse imposto é cobrado pelo governo federal em operações de crédito. Todos esses valores devem ser informados de forma clara ao consumidor.

Mesmo com a possibilidade de aumento da dívida, a legislação proíbe cobranças consideradas abusivas. O Código de Defesa do Consumidor estabelece que nenhuma empresa pode exigir valores indevidos. Isso inclui cobranças acima do que foi contratado ou valores sem explicação clara. Quando isso acontece, a cobrança pode ser considerada irregular. Nesses casos, o consumidor tem o direito de contestar e solicitar a correção do valor cobrado.

O Nubank pode aplicar encargos?

O advogado responsável pela análise destacou que existe uma diferença entre cobrança legal e prática abusiva. O banco pode aplicar encargos, desde que eles estejam previstos no contrato e sejam informados com transparência. O problema surge quando o valor final perde a relação com a dívida original. Esse tipo de situação pode indicar erro no cálculo, duplicidade de cobrança ou aplicação incorreta de juros. A verificação detalhada da fatura se torna essencial nesses casos.

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Nubank - Foto: Internet

O consumidor que identificar possíveis irregularidades deve adotar medidas imediatas. O primeiro passo consiste em analisar todos os lançamentos presentes na fatura. Em seguida, deve procurar o atendimento do banco para solicitar explicações detalhadas.

Caso o problema não seja resolvido, é possível registrar reclamação em órgãos de defesa do consumidor, como o Procon. Também existe a opção de recorrer à Justiça, principalmente quando os valores envolvidos são elevados ou causam prejuízo financeiro relevante.

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Wellington Silva é redator com experiência em produção de conteúdo digital voltado para celebridades, reality shows e entretenimento. Atua na cobertura de famosos, televisão, música e futebol, sempre com foco em organizar informações, analisar diferentes fontes e entregar conteúdos claros e atualizados para um grande volume de leitores. Atualmente, integra o time do site TV Foco, onde também participa da distribuição estratégica das matérias em plataformas digitais. Com formação técnica em Redes de Computadores pela EEEP Marta Maria Giffoni de Sousa e atualmente cursando Ciência da Computação na FIAP, Wellington combina conhecimento em tecnologia com prática em análise e organização de dados. Desenvolve habilidades em lógica de programação, Python e estruturação de informações, aplicando esse olhar analítico no tratamento de conteúdos e identificação de padrões no ambiente digital. Seu trabalho se destaca pela atenção aos detalhes, agilidade e capacidade de lidar com múltiplas demandas, sempre buscando qualidade na informação e boa experiência para o público. Contato: @ueellitu