Drex não irá substituir o dinheiro em espécie

Nos últimos meses, boatos sobre o possível fim das cédulas de real, como de R$ 2 e R$ 200, passaram a circular nas redes sociais, especialmente após a criação do Drex. Desse modo, o Banco Central usou os canais oficias do governo federal para esclarecer: as informações são falsas.

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De acordo com o Banco Central, o dinheiro em papel não vai acabar no Brasil. O Drex, a moeda digital do BC, não substitui o dinheiro em espécie e nem tem como objetivo eliminar as cédulas que já fazem parte do dia a dia.

A autoridade monetária ainda explica que a emissão de papel-moeda continua sendo necessária por diversos motivos, como hábitos de consumo, inclusão financeira e uso em regiões com acesso limitado à internet.

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Ou seja, o Drex surge apenas como uma opção complementar, voltada principalmente ao ambiente digital. Por isso, seu impacto sobre a demanda por cédulas deve ser mínimo.

O que é o DREX?

A principio, o Drex era o real em formato digital, ou seja, ele é uma moeda digital do Banco Central, conhecida pela sigla CBDC (Central Bank Digital Currency).

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Já o real tradicional continua existindo normalmente, representado pelas cédulas e moedas físicas, também emitidas pelo BC e usadas em toda a economia.

Além disso, outro boato recorrente é o de que o Drex serviria para monitorar a vida financeira dos brasileiros. O Banco Central nega essa afirmação.

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Em desenvolvimento desde 2020, o projeto segue rigorosamente a legislação brasileira, incluindo a Lei do Sigilo Bancário e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Ou seja, não há criação de um sistema de vigilância financeira da população.

Banco Central traz mudança

No entanto, em 2025, o Banco Central desistiu de tornar o Drex uma moeda digital, segundo o chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Breno Lobo,

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Breno afirmou que a autoridade monetária recuou da ideia de criar uma moeda digital brasileira oficial, nos moldes de uma CBDC.

De acordo com Breno, o Banco Central seguirá avançando no desenvolvimento da infraestrutura tecnológica necessária para viabilizar os chamados contratos inteligentes no futuro.

Ou seja, o DREX terá esse papel. “A gente deu um passo para trás. Não é uma CBDC, uma moeda digital do BC. É uma infraestrutura para permitir contratos inteligentes, para garantir a entrega contra pagamento. Mas tem que dar o passo inicial, a gente enxerga o DREX nessa função”, disse Breno.

Na avaliação de Breno Lobo, para a população em geral, pouco importa se o dinheiro digital é emitido diretamente pelo Banco Central ou por uma instituição financeira

“Importante é ter uma infraestrutura que consegue registrar contratos inteligentes com liquidação vinculada, atrelada, ao alcance daquelas condições estabelecidas em contrato. DREX está indo nessa direção, que traz muito mais utilidade para a população brasileira”, acrescentou ele.

Nova funcionalidade

Entre os exemplos citados estão contratos digitais para a transferência de bens móveis, como veículos, ou imóveis, como a casa própria.

Nesse modelo, a mudança de titularidade e o pagamento acontecem ao mesmo tempo, em ambiente digital, reduzindo riscos de fraude e evitando que uma das partes seja prejudicada.