Quase 100 lojas de varejista que fez parte da vida de muitos brasileiros, tem suas portas fechadas
Nos últimos anos, grandes redes que pareciam imunes à crise financeira mundial acabaram fechando suas portas, ou por falência, ou porque foram incorporadas por empresas ainda maiores, uma prática que já acontece há muito tempo. Nenhum empreendimento comercial é livre de risco. Na história recente do Brasil, entretanto, chama a atenção o grande número de gigantes do varejo que viraram pó praticamente da noite para o dia. A recente Falência da Americanas é o maior exemplo dessa realidade.
Existe uma característica desse setor que o torna particularmente vulnerável: a necessidade de capitalização permanente. A estratégia de vendas em parcelas a perder de vista impulsiona a geração de caixa durante a maior parte do tempo, mas torna-se deficitária quando a inflação galopa e os juros sobem, comprimindo a demanda. E fazendo de tudo para sobreviver e não declarar falência, essa gigante do varejista fechou várias lojas por todo o Brasil.
Em maio desse ano (2023), a rede de lojas Marisa anunciou de forma oficial que irá fechar 91 lojas. As unidades que deixarão de funcionar estão presentes por todo o Brasil. A decisão faz parte do Programa de Eficiência Operacional. A decisão vem após credores irem à justiça pedindo que a empresa seja declarada como falida. A ideia da gestão da companhia de roupas é tentar regularizar a questão financeira. Desse modo, a escolha das lojas foi feita pela certeza de que elas iriam gerar caixa negativo.

Loja Marisa (Foto: Reprodução/ Internet)

Os fechamentos de algumas unidades da Marisa se deu devido a uma reestruturação após situação conturbada (Foto Reprodução/Internet)

Com essa medida, a Marisa conseguiu economizar 40 milhões (Foto Reprodução/Internet)
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Mas o fechamento das lojas parece não ter mudando muito sua situação. Pois a Marisa viu suas ações despencarem 50% em 2023. Contudo, levando em consideração uma janela maior de tempo, a fase ruim é ampliada: nos últimos 12 meses os papéis caíram cerca de 75%. Desde o dia 21 de fevereiro de 2020, a queda é de 95%.
A Empiricus explica que que os efeitos da queda da taxa de juro podem sim produzir um efeito duplo para as varejistas do setor, com o estímulo ao consumo e a diminuição da inadimplência dos clientes ao longo do tempo. No entanto, ela pondera que é necessário tempo para essa melhora ser vista.
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Autor(a):
Wellington Silva
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