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“O Formigueiro”. Um Desperdício?

Um dos principais talentos de Marco Luque é a capacidade de improviso. Essa verve, embora partilhada por um grupo grande de novos humoristas, não é para qualquer um. Foi provavelmente o que o levou a estrelar um espetáculo de stand up comedy a que assisti no Rio, durante uma turnê que correu diversas cidades brasileiras. Não era nenhum “Z.É”, nenhum “Comédia em pé”, mas foi uma noite divertida. Luque esteve especialmente bem como Silas, Simplesmente, o taxista. O personagem é um dos grandes sucessos da carreira dele, e com motivo.
Toda esta introdução para dizer que “O formigueiro”, programa que Luque estreou na Band, deixa de lado o seu principal capital: a capacidade de criar gags fresquinhas e surpreender a plateia enquanto, com isso, o show cresce. Roteirizado, e, diga-se, com script fraco e que não caminha para lugar algum, o apresentador fica escanteado para um posto que não é o seu, natural, de humorista.
Dia desses, dividiu o palco com Wanessa Camargo e o cantor Falcão, dupla que não colaborou para espremer dali algo minimamente divertido. Ao fundo, sambavam as formigas de pelúcia que dão o título ao programa, um formato original da TV espanhola. No centro, uma experiência com nitrogênio. Sem graça e sem sentido. Teve ainda o “eletrizante” quiz proposto entre dois blocos: uma foto de uma parte semi-indecifrável do corpo humano acompanhada da seguinte pergunta: é joelho ou bunda?
Vem cá, francamente, quem liga a televisão para saber isso? Prefiro Marco Luque animando a bancada do “CQC”.

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Redação TV Foco