O lugar onde se trabalha menos de 6 horas por dia, ganha mais de R$17 mil e você precisa conhecer
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Conheça os países com as menores jornadas de trabalho do mundo e os salários que eles pagam
Em São Paulo, principal metrópole do Brasil, parece um sonho a possibilidade de se trabalhar menos de 6 horas diárias em média, apenas 5 dias da semana, e ganhar um salário médio de R$17 mil todos os meses.
Entretanto, segundo alguns dados divulgados recentemente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na Holanda isso é totalmente plausível. No país europeu, a média de horas de trabalho é de 5,8 diariamente, totalizando um total de 29,2 horas semanais.
No ranking dos países com as menores jornadas semanais de trabalho, a Holanda ficou em primeiro lugar, seguido pela Dinamarca, com 32,4 horas semanais e um salário aproximado de R$21 mil por mês.
Já no Brasil, a realidade é completamente diferente e trabalhar por tamanha remuneração e com jornada reduzida é praticamente impossível. A jornada padrão por aqui é de 40 horas por semana, com salário médio de R$1.298 mensais, de acordo com dados divulgados pelo IBGE.
A Avenida Paulista, em São Paulo, é um dos maiores centros comerciais do Brasil (Foto Reprodução/Internet)
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Vale lembrar que muitas empresas defendem a jornada de trabalho reduzida e estudos ainda comprovam que trabalhar por menos tempo aumenta a produtividade do trabalhador.
Na Nova Zelândia, uma empresa de serviços fiduciários fez uma experiência de dois meses e adotou uma jornada reduzida de 8 horas diárias por 4 dias na semana. Os resultados, que foram publicados pelo site NZ Herald, mostrou uma melhora muito significativa na vida dos funcionários.
Isso porque 78% dos contratados afirmaram ter obtido mais sucesso no equilíbrio cotidiano, uma melhora de 25%. Ainda houve redução de 7% no nível de estresse sem prejuízo na produtividade e, também, a diminuição do período trabalhado não teve impacto financeiro.
Empresários se manifestam a respeito
Contudo, algumas personalidades importantes defendem jornadas bem maiores. Jack Ma, por exemplo, fundador do e-commerce Alibaba, declarou ser a favor de uma jornada chamada "996", que consiste em trabalhar das 9h às 21h, 6 vezes por semana.
Na China, inclusive, tal jornada é extremamente comum nas empresas de tecnologia. Na ocasião da declaração do executivo, o assunto repercutiu, gerando polêmicas e uma chuva de críticas.
Outro que se manifestou a favor da jornada mais extensa foi Elon Musk, CEO da Tesla. No Twitter, ele afirmou que “ninguém mudou o mundo trabalhando 40 horas por semana”, acrescentando ainda que ele mesmo mantém uma rotina de 80 horas por semana.
Porém, a própria Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomenda o padrão que é utilizado no Brasil, que ficou em 29° no ranking divulgado pela OCDE, que é 40 horas semanais. Tal padrão é utilizado em diversos outros países do mundo.
Segundo a OCDE, a Holanda é o melhor país para se trabalhar no mundo (Foto Reprodução/Internet)
Quando isso foi proposto pela primeira vez?
O assunto foi discutido pela primeira vez em 1919, na primeira reunião da OIT, onde foi estipulada uma jornada de 48 horas por semana. Entretanto, em 1935, o padrão foi alterado para 40h.
A OIT ainda afirma que 50 horas semanais é o limite para que o trabalho seja saudável, segundo divulgado pelo estudo chamado "Duração do Trabalho em Todo o Mundo". Após isso, o trabalho se torna insalubre:
“O limite de 40 horas, no entanto, não tem sido visto apenas como um estímulo para a geração de empregos, mas tem sido reconhecido como contribuição para um conjunto maior de objetivos, inclusive, em anos recentes, o aprimoramento do equilíbrio trabalho-vida” - Diz o texto.