O que aconteceu com Priscila Belfort? Lordello revela tudo o que sabe
Jorge Lordello, especialista em segurança pública, relembrou detalhes sobre o caso envolvendo o desaparecimento de Priscila Belfort
Jorge Lordello diz o que sabe sobre desaparecimento de Priscilla Belfort
O desaparecimento de Priscila Belfort chocou o país e deu início a uma longa busca da família por respostas. Mais de duas décadas depois, o paradeiro da jovem continua sem uma resposta definitiva.
A jovem tinha apenas 29 anos quando desapareceu, em 9 de janeiro de 2024. Na época, ela trabalhava na Secretaria Municipal dos Esportes e Lazer do Rio de Janeiro.
Nesta matéria, você saberá:
- Principais linhas de investigação sobre o desaparecimento de Priscila Belfort
- O que Jorge Lordello revelou sobre investigação
Jorge Lordello diz o que sabe sobre caso envolvendo Priscila Belfort
Durante participação no JP Entretém, Jorge Lordello, especialista em segurança pública, relembrou detalhes sobre o caso.
De acordo com o especialista, a jovem havia sido nomeada para trabalhar por um período na Secretaria de Esportes.
Na data do desaparecimento, Priscila Belfort saiu por volta das 13h para almoçar, mas não voltou para o escritório.
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“Ela foi almoçar sozinha, ela sai para almoçar e não volta”, contou o especialista.
Em seguida, Jorge Lordello revelou que a chefe de Priscila Belfort começou a procurá-la durante a tarde.
“Deu 16h, 17h, liga para o celular dela, o celular está apagado. [A delegada] liga para a mãe e fala: ‘Olha, sua filha não voltou’. Aí começa a neurose da mãe e do irmão para fazer o boletim para tentar encontrar”, relatou Jorge Lordello.
Polícia enfrentou dificuldades para encontrar imagens
A investigação começou no centro do Rio de Janeiro, mas encontrou obstáculos, segundo Jorge Lordello.
De acordo com o especialista, a cidade ainda contava com poucas câmeras de segurança.
Jorge Lordello afirmou que a polícia trabalhou na tentativa de localizar imagens que pudessem indicar o caminho seguido por Priscila Belfort depois que ela deixou o prédio onde trabalhava.
“Estamos falando do centro do Rio, só que naquela época tinha poucas câmeras e a polícia não localizou uma câmera dela, que ela aparece, fora do prédio onde ela trabalhava. A polícia trabalhou, trabalhou e nada”, disse.
Desse modo, diferentes hipóteses passaram a ser consideradas ao longo dos anos.
Investigação levantou hipótese de sequestro
Inicialmente, a polícia trabalhou com a possibilidade de sequestro. No entanto, posteriormente, surgiu outra linha de investigação.
Essa segunda hipótese teria surgido após rumores de que a jovem seria usuária de drogas.
Porém, a família sempre negou essa informação e não houve comprovação pública de que Priscila Belfort fosse usuária.
Mulher procurou o Ministério Público anos depois
De acordo com o relato de Jorge Lordello, aproximadamente dois ou três anos após o desaparecimento, uma mulher procurou o Ministério Público para fazer uma declaração importante.
Ela teria afirmado que havia presenciado a morte de Priscila e decidido contar o que supostamente sabia.
“Uma moça vai no Ministério Público e fala: ‘Eu não aguento mais, quero confessar porque eu assisti Priscila Belfort sendo morta'”, contou Jorge Lordello.
De acordo com o especialista, o depoimento chamou a atenção do promotor, que decidiu ouvir a mulher com mais detalhes.
“O promotor arregalou o olho e falou: ‘Senta aqui’. Colocou na máquina e começou a ouvir: ‘Foram quatro traficantes que mataram Priscila Belfort porque ela estava devendo dinheiro de uso de drogas'”, relatou o especialista.
Nova investigação
Em seguida, Jorge Lordello afirmou que o promotor solicitou a prisão dos quatro homens apontados pela mulher e que eles foram detidos.
Além disso, a polícia teria convocado o delegado responsável pelo caso para acompanhar a suposta localização do corpo.
“Aí os traficantes foram presos, chama o delegado de caso e diz que ela [a mulher] vai levar até o corpo”, afirmou.
Desse modo, a equipe teria seguido até o local indicado pela mulher. Porém, nenhum corpo foi encontrado.
O episódio colocou em dúvida a versão apresentada inicialmente pela testemunha.
Mulher voltou atrás no depoimento
Ainda de acordo com Lordello, um policial percebeu a reação dos investigadores diante da situação.
Segundo o especialista, os agentes teriam concluído que a mulher apresentava sinais de instabilidade e decidiram retornar à delegacia.
“Foi nesse momento que um policial viu o delegado conversando com outro [policial], fazendo assim: ‘É maluca, vamos embora para a delegacia'”, relatou.
Na delegacia, os investigadores voltaram a ouvir a mulher. Durante o novo depoimento, ela teria chorado e desmentido a versão apresentada anteriormente.
“Ela volta para a delegacia, começou a ouvir ela de novo, ela começa a chorar e desmente. Teve que soltar os quatro traficantes”, afirmou Lordello.