Globo Esporte anuncia novo treinador do Santos e define substituto de Cléber Xavier com expectativa alta entre torcedores
O Santos atravessa um período de instabilidade que mexe com todos os setores do clube. A goleada por 6 a 0 para o Vasco não deixou espaço para dúvidas: Cléber Xavier não permaneceria no comando, e a diretoria precisou agir rápido.
Contudo, nesse cenário conturbado, Matheus Bachi, que já era auxiliar técnico de Xavier e filho do ex-técnico da Seleção Tite, assume interinamente a equipe principal. A missão dele é clara, mas nada simples: manter o time funcionando, dar sequência ao trabalho e, principalmente, evitar que o vácuo técnico se transforme em um desastre dentro do Campeonato Brasileiro.

Bachi conhece bem os corredores do CT Rei Pelé, mas agora precisa enfrentar desafios diferentes. O primeiro teste será no domingo, contra o Bahia, na Arena Fonte Nova. Nesta terça, ele comandou o primeiro treino oficial do elenco, tentando ajustar estratégias, escalar jogadores e, ao mesmo tempo, transmitir confiança.
Porém, enquanto isso, a diretoria corre atrás de um substituto definitivo. Nomes como Jorge Sampaoli e Ramón Díaz já surgiram nos bastidores, mas nada se concretizou. O retorno de Tite é descartado neste momento. A prioridade do Santos é evitar outra debandada na comissão técnica.
Como está a situação do Santos?
O reflexo dessa instabilidade se vê na tabela. O Santos ocupa a 15ª colocação, com apenas 21 pontos, respirando perto da zona de rebaixamento. Cada jogo é decisivo e cada erro pesa no bolso, na confiança e na paciência de quem veste a camisa alvinegra. Os jogadores sentem essa pressão, e Bachi precisará equilibrar cobrança e motivação para não afundar ainda mais a equipe.
A pressão externa também não alivia. Torcedores organizados protestaram no CT, cobrando melhorias imediatas e reforços urgentes. Mesmo com a boa notícia de que Neymar e Gabriel Brazão foram pré-convocados para a Seleção, a cobrança continua intensa. Cada treino, cada escalação, cada decisão de Bachi será observada, comentada e questionada por todos os lados.
Por fim, para Bachi, a transição de auxiliar para treinador principal é um salto e tanto. Ele precisa tomar decisões rápidas, impor sua autoridade sem afastar o grupo e ainda buscar soluções táticas que funcionem diante de adversários que não dão chances.
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Autor(a):
Wellington Silva
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