Panorama atual das emissoras – Parte 2: Record
[caption id="attachment_475090" align="aligncenter" width="700"] (Foto: Divulgação)[/caption] Vamos dar continuidade a nossa série especial em três edições que traça, sob um olhar crítico, um panorama atual das três principais emissoras de TV do país: Globo, Record e SBT. Na semana passada,…
(Foto: Divulgação)
Vamos dar continuidade a nossa série especial em três edições que traça, sob um olhar crítico, um panorama atual das três principais emissoras de TV do país: Globo, Record e SBT. Na semana passada, abordamos o SBT, com seus problemas administrativos (clique aqui e leia). E hoje, vamos falar sobre o atual momento da Record.
Ainda em 2015, a exemplo do SBT, que também encontrou sua “galinha dos ovos de ouro” através das novelas infantis, a Record “descobriu” os folhetins bíblicos. “Os Dez Mandamentos” marcou o surgimento de uma “nova era” de produções dramatúrgicas na emissora. O seguimento contínuo de exploração de um gênero pode ter diversos pontos de vistas. A emissora de Silvio Santos, por exemplo, não vê razão alguma para abandonar neste momento as produções infantis. É a tal frase de que “em time que está ganhando não se mexe”. A Record segue uma linha de pensamento semelhante, e não dá indícios de que pode abrir mão das novelas bíblicas tão cedo. Existem pelo menos dois novos projetos do gênero engatilhados na emissora (“O Rico e Lázaro” e “Apocalipse”). No entanto, há quem possa ver essa estratégia como algum tipo de “acomodação”, e que tamanha a exploração, poderá se desgastar muito em breve. A questão é que cada emissora possui seu carro-chefe e trabalha dentro da sua realidade. Talvez a única exceção seja a Globo, que opera com vários segmentos consolidados e busca repertório sem muita margem de risco.
Em uma comparação superficial com o SBT, podemos verificar a discrepância neste sentido, principalmente no que diz respeito a investimento. Se por um lado, a emissora de Silvio Santos possui o carisma necessário para fisgar o público, a Record tem o investimento suficiente para realizar produções inéditas e de custo muito mais elevado se comparado com as atrações infantis. Para a emissora da Barra Funda, no entanto, ainda falta o mesmo fascínio oferecido pelo concorrente, o que torna a disputa pela vice-liderança algo tão acirrado. Cada um com seus recursos. Na teoria, se pudéssemos levar em consideração apenas a questão do investimento, a Record seria a única emissora no país com poder suficiente para abrir uma disputa com a Globo pelo primeiro lugar. Na prática, porém, isso não ocorre, o que definitivamente prova que na televisão, verba é um fator importante, mas não é determinante.
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Administrativamente, a Record também não chega a ser perfeita em todos os aspectos. Podemos citar aqui o caso recente com Geraldo Luís. Claramente subestimando o apresentador, a emissora aplicou uma punição desproporcional. Foi aí que surgiu o interesse do SBT na contratação do Geraldo, e a Record pôde só assim se dar conta de que seria desastroso perder o apresentador, que a frente do “Domingo Show”, tem números surpreendentes de audiência, e ainda poderia reforçar o principal concorrente. A punição que revelou total desprezo foi revertida logo nas primeiras especulações de transferência do apresentador para o SBT, e de subestimado, Geraldo tornou-se peça importante e valorizada na Record, que posteriormente, chegou a quase postular o apresentador para comandar uma atração diária, algo que não se concretizou. Mesmo assim, Geraldo ainda acabou ganhando uma faixa de reprises na programação. Foi uma verdadeira "comédia de erros" da emissora nesse caso.
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