Posso perder o carro por dívida com cartão de crédito? Veja o que o Serasa diz

Dívida no cartão de crédito pode chegar à Justiça e, em determinadas situações, permite a penhora de bens para quitação A possibilidade de perder o carro por causa de uma dívida no cartão de crédito assusta quem enfrenta dificuldades para…

Ilustração cartão de crédito, dívidas e logo Serasa (Fotos: Reproduções / Canva / Internet)

Dívida no cartão de crédito pode chegar à Justiça e, em determinadas situações, permite a penhora de bens para quitação

A possibilidade de perder o carro por causa de uma dívida no cartão de crédito assusta quem enfrenta dificuldades para pagar as contas. No entanto, o simples atraso da fatura não permite que o banco retire o veículo do consumidor de forma imediata.

Segundo a Serasa, o credor pode recorrer à Justiça para cobrar o débito. Nesse processo, o juiz pode determinar a penhora de bens para garantir o pagamento, sempre respeitando as regras previstas no Código de Processo Civil.

Dívida no cartão de crédito pode chegar à Justiça

Primeiramente, o consumidor precisa saber que o atraso de uma dívida não resulta automaticamente na perda de patrimônio. O credor precisa adotar os procedimentos legais para tentar receber o dinheiro.

Caso a cobrança avance para a Justiça e o devedor não quite o débito, o juiz pode autorizar a penhora de bens. A medida busca garantir recursos suficientes para pagar a dívida, os juros, as custas e os honorários previstos no processo.

Além disso, a legislação estabelece uma ordem para a busca de patrimônio. Dessa maneira, a existência de um carro no nome do consumidor não significa que a Justiça escolherá automaticamente esse bem.

Carro pode entrar na penhora por dívida de cartão

Nesse cenário, o veículo realmente pode entrar entre os bens que a Justiça considera para quitar uma dívida. O Código de Processo Civil inclui veículos terrestres na ordem de preferência da penhora.

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Entretanto, o banco não pode simplesmente aparecer na residência do consumidor e levar o automóvel por causa de uma fatura atrasada. A penhora depende de um procedimento judicial, no qual o juiz analisa a situação e determina as medidas cabíveis.

Por isso, quem possui um carro quitado e enfrenta uma dívida de cartão não deve confundir essa possibilidade com uma tomada imediata do veículo. O processo exige etapas e garante ao devedor a oportunidade de apresentar sua defesa.

Dinheiro em conta aparece antes do veículo

Além disso, o Código de Processo Civil estabelece uma ordem preferencial para a penhora. Em primeiro lugar, aparece o dinheiro em espécie ou depositado em instituições financeiras.

Na sequência, a legislação apresenta outros ativos e bens. Os veículos terrestres aparecem antes dos imóveis nessa ordem, enquanto outros tipos de patrimônio também podem entrar na execução conforme as circunstâncias do caso.

Assim, uma pessoa com dívida no cartão pode ter valores em conta analisados antes de a Justiça considerar um automóvel. A penhora busca atingir patrimônio suficiente para cobrir o débito, sem ultrapassar o necessário para a quitação da obrigação.

Como acontece a penhora de um veículo

Primeiramente, o credor precisa buscar a cobrança pelos meios previstos em lei. Se a situação chegar ao Judiciário, o consumidor recebe a oportunidade de pagar o débito ou apresentar sua defesa dentro do prazo determinado.

Depois, caso a dívida continue sem pagamento e o processo permita a medida, o juiz pode ordenar a penhora de bens. A Justiça então identifica patrimônio que possa responder pelo valor devido.

Em seguida, o veículo pode passar por avaliação para determinar seu valor. Caso o processo avance para a expropriação, a Justiça pode transferir o bem ao credor ou determinar sua venda para levantar recursos destinados ao pagamento da dívida.

Por fim, se o dinheiro obtido com o patrimônio não cobrir toda a obrigação, o devedor ainda pode responder pelo saldo restante. Já um eventual valor excedente segue as regras determinadas no processo.

Nem todo patrimônio pode sofrer penhora

Ao mesmo tempo, a legislação protege determinados bens e valores. O Código de Processo Civil apresenta uma relação de patrimônios que, em regra, não podem sofrer penhora.

Entre eles aparecem determinados bens de uso pessoal, itens essenciais da residência e ferramentas necessárias para o exercício profissional. A lei também estabelece proteções específicas para salários, aposentadorias e outros rendimentos, embora existam exceções.

Além disso, o chamado bem de família possui proteção própria. Em determinadas situações, o imóvel utilizado como residência da família recebe proteção contra a penhora. A legislação, porém, prevê exceções que precisam de análise individual.

Por isso, o consumidor não deve concluir que uma dívida de cartão coloca automaticamente todo o seu patrimônio em risco. Cada processo possui suas próprias circunstâncias.

Dívida de cartão é diferente de financiamento de carro

Outro ponto importante envolve quem ainda paga as parcelas de um veículo financiado. Nesse caso, a situação jurídica pode ser diferente porque o contrato pode utilizar o próprio automóvel como garantia.

Já uma dívida comum de cartão de crédito não dá ao banco o direito de realizar diretamente a busca e apreensão de um carro. Para alcançar um veículo nesse contexto, o credor precisa seguir o caminho judicial adequado e obter a determinação correspondente.

A própria Serasa diferencia a penhora de outras medidas relacionadas a veículos. Por isso, quem deixou de pagar apenas a fatura do cartão não deve imaginar que enfrentará automaticamente o mesmo procedimento de alguém que deixou parcelas de um financiamento de carro em aberto.

Negociação pode evitar que a dívida avance

Diante desse risco, procurar uma negociação antes de uma eventual cobrança judicial pode ajudar o consumidor a controlar a situação. A Serasa mantém o Serasa Limpa Nome, plataforma que reúne ofertas de empresas parceiras para regularização de dívidas.

Além disso, a plataforma pode apresentar condições diferentes de acordo com o credor e o perfil da dívida. Algumas ofertas chegam a 90% de desconto, conforme informações divulgadas pela própria Serasa.

Por isso, quem enfrenta dificuldade para pagar o cartão deve analisar o orçamento e procurar uma solução antes que o problema cresça. Negociar cedo pode evitar que a cobrança chegue a uma etapa judicial mais complicada.

Afinal, posso perder o carro por dívida no cartão de crédito?

Portanto, sim, um carro pode entrar em uma penhora relacionada a uma dívida de cartão de crédito, mas isso não acontece de maneira automática. O credor precisa recorrer aos meios judiciais adequados e o juiz precisa analisar o caso conforme as regras estabelecidas pela legislação.

Ainda assim, o consumidor conta com proteções legais e pode apresentar sua defesa durante o processo. A Justiça também segue uma ordem de preferência para localizar patrimônio, começando, em regra, pelo dinheiro disponível em instituições financeiras.

Por fim, quem percebe que não conseguirá pagar a fatura deve evitar ignorar a situação. Buscar uma negociação e regularizar o débito antes de uma cobrança judicial pode ser o caminho mais seguro para proteger o orçamento e reduzir o risco de medidas mais severas.

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