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Primeira ‘boneca trans’ do mundo é comercializada na Rússia e causa revolta

'Boneca trans' comercializada na Rússia (Foto: reprodução)
‘Boneca trans’ comercializada na Rússia (Foto: reprodução)

Uma cidade da Rússia causou grande polêmica ao colocar à venda a ‘primeira boneca trans’ do mundo, que tem órgão sexual masculino mas que identifica com o sexo feminino.

A transsexualidade ainda é um assunto grande debate tanto no Brasil quanto no mundo. Nascer em um corpo onde você não se identifica ao gênero e fazer toda a transição para um ao qual você se sinta bem causa revolta principalmente em grupos conservadores ou religiosos. E colocar à venda uma boneca feminina com genitália masculina, produto esse que, por ser focado no público infantil, casou um fervor maior ainda.

A loja Planeta Igrushek, em Novosibirsk, na Sibéria, está sendo fortemente ataca pelo item a venda. A boneca tem órgão sexual masculino, mas se identifica como uma menina e tem características de uma boneca feminina, como cabelos longos e loiros, vestido vermelho e calcinha.

Vale lembrar ainda que a Rússia é um país totalmente conservador e direitos para a comunidade LGBTQ são mínimos, se comparado a outros países. As fotos da boneca se espalharam pela internet e causaram indignação não só pelo seu país de origem, mas também ao redor do mundo.

Veja as imagens do produto:

Boneca trans comercializada na Rússia (Foto: reprodução)
Boneca trans comercializada na Rússia (Foto: reprodução)
Boneca trans comercializada na Rússia (Foto: reprodução) boneca trans
Boneca trans comercializada na Rússia (Foto: reprodução)

A novidade do produto, e o causador da polêmica, seria o pênis. Já que em 2017 a ativista LGBTQ e mulher trans Jazz Jennings lançou a sua boneca junto à Tonner Doll Company, porém sem genitália.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) considera que a incongruência de gênero ou transgênero é a “não paridade entre a identidade de gênero e o sexo ao nascimento” e assegura a terapia hormonal para o início da transição de gênero a partir dos 16 anos. A cirurgia de redesignação de gênero também é assegurada por lei no país, e pode ser feita à partir dos 18 anos. Tanto a terapia hormonal quanto a cirurgia são disponibilizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), explica o Dr. Drauzio Varella em um post de seu blog.

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Sobre o autor

João Paes

Estudante de Publicidade e Propaganda, amante de cultura pop, reality shows, séries e música.