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Profissionais e celebridades, palavras em extinção

Fomos criados por nossos pais – aqueles que são pais de verdade – sempre ouvindo sobre a importância de nos alimentarmos para crescermos com força e capacidade para estudar e conseguir um bom emprego. E vamos, a partir disso, sonhando com um futuro promissor.

Verificamos em qual área desejamos nos formar, fazemos uma faculdade e depois… depois começa o pesadelo.

Se você ainda está na faculdade precisa de fazer um estágio e, sabendo que você “precisa”, chove gente querendo seus serviços. De graça.

Sempre quando procura emprego no jornal vê nos anúncios o pedido “envie seu currículo”, mas após o envio descobre que o contratado é ou parente ou caso de algum amigo do patrão.

Quando você finalmente conquista uma vaga, ganha bem menos do que o fulano ou beltrano que não é formado para tal mas tem o status de todo poderoso – você conversa com a criatura verifica que ela mal sabe falar.

Dai em diante você faz o trabalho e é ele quem leva a fama.

Você dá ideias e, quando usam, não te dão os créditos. Ou não usam e você vê o local em que trabalha sendo comandado por pessoas incapazes de enxergar um palmo em sua frente, ou seja, existe a possibilidade de mudar e não mudam porque “do jeito que tá, tá bom”. Ou fazem barbeiragens achando que do jeito deles é melhor, só pra não usar sua ideia.

É aí que vai morrendo o sonho de ser um profissional.

E nós, que falamos de TV, não precisamos sair de casa para verificar que o principal problema desse veículo é a falta de profissionais capacitados para ocupar os principais cargos. Não acho que ser bonito, atlético, amigo de fulano e afins capacite alguém para ser chamado de profissional, assim como qualquer um hoje é chamado de célebre.

A “pouca prática”, talvez, venha da falta de teoria em uma universidade. Não é depois da teoria que vem a prática?

Mas isso não acontece apenas na televisão. Em qualquer empresa ouvimos falar no Q.I., cuja tradução é “quem indica”. Qualquer “teste do sofá” é motivo para uma indicação. Aliás, isso é retratado em A Vida Alheia, onde dois marmanjos conseguiram cargo na revista por terem um caso com as patroas.

E é assim que é na vida real. É ruim para os profissionais de verdade? Sim, muito, mas é bem pior para quem deixa de crescer por manter sua empresa nas mãos de alguém que quando pequeno ouviu apenas a parte do “se alimente para ficar forte”. O “estude para ser alguém” não foi necessário.

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Redação TV Foco