Velório de galã da Globo termina em quebra-pau e câmeras quebradas: Relembre a despedida caótica e a fúria da família contra a imprensa

A partida de um artista querido costuma unir o público em um silêncio respeitoso e em homenagens que exaltam sua trajetória nas telas.

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No entanto, a despedida de um rosto emblemático das novelas brasileiras rompeu essa tradição de serenidade e estampou as manchetes de forma caótica.

O que deveria ser o último adeus transformou-se em um campo de batalha, em que a dor da perda colidiu frontalmente com a presença agressiva das lentes fotográficas.

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Isso porque Irving São Paulo, astro da Globo, teve o velório terminado em barraco e quebra-pau, em agosto de 2006, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Revolta explosiva

O falecimento precoce de Irving São Paulo, aos 41 anos, gerou uma onda de choque imediata.

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Conhecido por personagens carismáticos, o ator enfrentava um período de pouca visibilidade profissional antes de sua internação.

Esse afastamento dos holofotes alimentou um sentimento de mágoa profunda em seus parentes, que culminou em uma explosão de fúria durante o velório.

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De acordo com o portal NDTV, a tensão atingiu o ápice quando equipes de reportagem tentaram registrar imagens do caixão e o sofrimento íntimo dos amigos e familiares.

A família de Irving interpretou a cobertura mediática não como uma homenagem, mas como uma invasão oportunista.

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O irmão do ator, o também artista Ilya São Paulo, liderou a reação física contra os jornalistas.

Em um desabafo carregado de indignação, ele disparou ofensas pesadas, chamando os profissionais de “vermes” e “sanguessugas“, enquanto tentava proteger a privacidade do momento.

O confronto resultou em:

  • Equipamentos danificados: Membros da família e amigos próximos avançaram contra cinegrafistas, resultando em câmeras quebradas e microfones destruídos, atingindo especialmente a equipe da RedeTV!;
  • Intervenção de colegas: O ator Romeu Evaristo precisou intervir para acalmar os ânimos e, posteriormente, pediu desculpas formais à imprensa, justificando que a família agiu sob o peso de uma mágoa acumulada contra a indústria;
  • Tumulto generalizado: A confusão interrompeu o rito fúnebre diversas vezes, criando um clima de instabilidade que afastou admiradores e gerou constrangimento entre os artistas presentes.

Brilho esquecido?

A revolta dos familiares possuía uma raiz clara: a percepção de que a indústria televisiva havia “esquecido” Irving São Paulo nos seus anos finais.

Natural de Feira de Santana, o ator estreou na Globo ainda na juventude e conquistou o público com sua versatilidade.

Ele construiu um currículo robusto com mais de 20 produções, mas sentia a escassez de convites para papéis de destaque em seus últimos meses de vida.

Entre seus trabalhos mais memoráveis, o público brasileiro recorda:

  • Zeca em “A Viagem” (1994): Seu papel de maior popularidade, em que interpretou um músico talentoso e romântico;
  • Pepito em “Final Feliz” (1982): Personagem que o lançou ao estrelato nacional como um jovem galã;
  • “Mulheres de Areia” (1993): Outro grande sucesso onde demonstrou sua capacidade dramática em uma das tramas mais assistidas da década;
  • “Um Só Coração” (2004): Sua última aparição em minisséries, fechando uma trajetória que marcou gerações.

Do que Irving São Paulo morreu?

Irving São Paulo deu entrada no Hospital Copa D’Or com um quadro severo de pancreatite aguda.

A inflamação do pâncreas espalhou-se rapidamente, exigindo intervenções cirúrgicas complexas para tentar conter a falência múltipla de órgãos.

Infelizmente, o organismo do ator não respondeu aos tratamentos pós-operatórios, levando-o ao óbito em 10 de agosto de 2006.

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