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"Quando não me pedem autógrafo, fico muito triste", diz Ney Latorraca em entrevista

Extremamente autocrítico, Ney Latorraca odeia se assistir na TV. Dia desses, porém, ao saber que haviam instalado o sistema HD em seu televisor, ele quis se ver em alta definição. “Não é que fiquei bem? Gostei daquele jaleco branco em mim. Estou magro”, brinca o intérprete do Dr. Solano em “S.O.S Emergência”, da Globo, durante entrevista ao UOL.

Ney marcou o papo na Lagoa Rodrigo de Freitas, bairro da zona sul carioca onde o ator mora e costuma caminhar todos os dias durante uma hora e meia. “Ando oito quilômetros por dia. Dou uma parada, tomo uma água de coco, converso com o vendedor. Adoro quando me reconhecem. Quando não me pedem autógrafo, fico muito triste. Se quisesse privacidade, não sairia de casa”, revela o ator, que completa 66 anos no dia 25 de julho próximo.

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Com 46 anos de carreira, sendo 36 só de Globo, Ney admite que está adorando a experiência de interpretar um médico na TV. Isso porque ele é declaradamente apaixonado pela classe. “Acho os médicos sensacionais. Vejo pelos meus. Eles não têm horário para nada”, opina. Hipocondríaco confesso, ele reconhece que tem médico para tudo: coração, pulmão, estômago… “Tenho que me cuidar, quero ficar bonito para o meu público”, diverte-se.

Conhecido pelo bom humor, Ney tem hábitos inusitados. Um deles é chegar para as entrevistas com o currículo na mão. Segundo ele, é dever do ator tratar bem não só o público, mas também a imprensa. “É uma delicadeza com os jornalistas, que às vezes não têm tempo de pesquisar sobre o que estou fazendo”, justifica ele, garantindo que não fica magoado quando é chamado de “Neyla”. “Não ligo. Sei que as pessoas fazem isso para me sacanear, para encher o meu saco”, conta, aos risos.

Você já declarou ser extremamente seletivo na hora de escolher os trabalhos que vai fazer na televisão. Por quê?

Ney Latorraca – Acho que, nessa altura do campeonato, é um direito meu fazer só o que me dá prazer, saber que vou acrescentar algo com o meu trabalho. Até hoje, tive a sorte de trabalhar em produções que foram apostas dentro da Globo, como “Saudade Não Tem Idade”, “TV Pirata”, “Anarquistas Graças a Deus”, “Rabo de Saia”, “Memórias de um Gigolô”, “Grande Sertão: Veredas”. Mesmo o que fiz e não deu certo, como a novela “Bang Bang”, valeu a pena. Foi uma tentativa.

O que te atraiu no convite para o “S.O.S Emergência”?

Ney Latorraca – O que sempre me atrai, na verdade, são as pessoas que estão envolvidas no projeto. Em “S.O.S” foi saber que trabalharia com o Mauro Mendonça Filho, que peguei no colo, os dois autores, o Marcius Melhem e o Daniel Adjafre, o elenco e a equipe de produção, as pessoas que cuidam de mim. Essa série tem uma coxia muito boa: a Marisa Orth, a Maria Clara Gueiros, o Bruno Garcia. Atualmente, ando encantado com a Fernandinha de Freitas, que contracena mais comigo.

UOL

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