R$10BI em dívidas e Banco Central ciente: Falência de banco nº1 como a Caixa é confirmada no PR após 72 anos

Falência confirmada após 72 anos expõe dívida de R$10 bilhões e revela que o Banco Central já sabia da crise no banco número 1 do Paraná

04/05/2025 14:15

3 min

Banco Central - Falência - Caixa (Foto: Reprodução)
Banco Central - Falência - Caixa (Foto: Reprodução)
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Falência confirmada após 72 anos expõe dívida de R$10 bilhões e revela que o Banco Central já sabia da crise no banco número 1 do Paraná

A falência de um dos bancos mais antigos e relevantes do Paraná, com 72 anos de atuação, expõe um rombo bilionário de R$10 bilhões.

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O fim da instituição acendeu o alerta do Banco Central, que acompanhava de perto a deterioração da instituição.

O TV Foco, a partir do seu time de especialistas em finanças e das informações do Brasil de Fato, detalha agora a falência do Banestado.

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Fim do banco Banestado

O Banco do Estado do Paraná (Banestado) desempenhou um papel crucial no desenvolvimento econômico do estado desde sua fundação em 1928 por Affonso Alves de Camargo.

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Banestado era um dos principais bancos do Paraná (Reprodução: Internet)

Porém, durante décadas, o banco financiou projetos de infraestrutura e apoiou o setor agroindustrial,. Além disso, consolidando-se como uma das instituições financeiras mais sólidas do país até meados dos anos 1990 .

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Dificuldades financeiras

Na década de 1990, o Banestado enfrentou sérias dificuldades financeiras, agravadas por práticas de empréstimos de alto risco e má gestão.

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Contudo, em 1997, o então governador Jaime Lerner contraiu um empréstimo de R$ 5,6 bilhões junto à União para sanear o banco, evitando uma intervenção do Banco Central.

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Venda para o Itaú

Apesar do aporte financeiro, o Banestado foi privatizado em 17 de outubro de 2000, sendo adquirido pelo Banco Itaú por R$ 1,625 bilhão, com um ágio de 303% sobre o preço mínimo estabelecido.

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Banco Itaú - Foto: Internet

A venda, no entanto, não solucionou os problemas financeiros do estado, que continuou a arcar com uma dívida significativa.

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A privatização resultou em consequências sociais e econômicas negativas.

Além disso, dos 15 mil funcionários que o banco possuía antes da venda, restavam menos de 500 em 2019.

Contudo, 76% das agências foram fechadas nos dois anos seguintes à privatização, dificultando o acesso da população aos serviços bancários.

Principais marcos da trajetória do Banestado:

  • 1928: Fundação do banco por Affonso Alves de Camargo.
  • 1997: Empréstimo de R$ 5,6 bilhões do governo estadual para sanear o banco.
  • 2000: Privatização e venda ao Banco Itaú por R$ 1,625 bilhão.
  • 2018: Dívida do estado com a União atinge R$ 10,3 bilhões, com previsão de quitação até 2048.

Houve corrupção no banco Banestado?

A operação de privatização do Banestado também foi marcada por escândalos de corrupção.

Entre 1996 e 2002, pessoas e empresas desviaram aproximadamente R$ 30 bilhões por meio de contas CC5, utilizadas para remessas ilegais de dinheiro ao exterior.

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Banco Banestado (Foto: Internet)

Porém, as investigações originaram duas CPIs, mas as autoridades puniram poucos responsáveis, e o estado continuou pagando as consequências financeiras.

CONCLUSÃO

Por fim, a história do Banestado exemplifica os desafios e riscos associados à privatização de instituições públicas sem a devida transparência e responsabilidade.

A venda do banco não apenas falhou em resolver os problemas financeiros do estado, mas também resultou em perda de empregos, fechamento de agências e uma dívida que continua a impactar o orçamento público décadas depois.

Veja também matéria especial sobre: Banco Central ciente: Falência devastadora atinge banco tão famoso quanto Itaú após 51 anos.

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Wellington Silva é redator com experiência em produção de conteúdo digital voltado para celebridades, reality shows e entretenimento. Atua na cobertura de famosos, televisão, música e futebol, sempre com foco em organizar informações, analisar diferentes fontes e entregar conteúdos claros e atualizados para um grande volume de leitores. Atualmente, integra o time do site TV Foco, onde também participa da distribuição estratégica das matérias em plataformas digitais. Com formação técnica em Redes de Computadores pela EEEP Marta Maria Giffoni de Sousa e atualmente cursando Ciência da Computação na FIAP, Wellington combina conhecimento em tecnologia com prática em análise e organização de dados. Desenvolve habilidades em lógica de programação, Python e estruturação de informações, aplicando esse olhar analítico no tratamento de conteúdos e identificação de padrões no ambiente digital. Seu trabalho se destaca pela atenção aos detalhes, agilidade e capacidade de lidar com múltiplas demandas, sempre buscando qualidade na informação e boa experiência para o público. Contato: @ueellitu