R$ 15 bilhões em dívidas, lojas fechadas e falência: Fim de rede de farmácias n°1 após 61 anos

Rede de farmácias gigante vem passando por uma grande crise envolvendo o fechamento de diversas lojas, uma dívida estrondosa e até falência

29/04/2025 19:33

4 min

Farmácia briga contra falência (Foto: Reprodução/ Internet)
Farmácia briga contra falência (Foto: Reprodução/ Internet)
Continua depois da publicidade

Rede de farmácias gigantesca vem passando por uma verdadeira crise envolvendo o fechamento de diversas lojas, uma dívida estrondosa e até falência

Por mais sólida que uma empresa pareça, nenhuma está imune ao colapso . Prova disso é o fim trágico da Rite Aid, uma das maiores redes de farmácias dos Estados Unidos, que sucumbiu após décadas de operação.

Continua depois da publicidade

Fundada há mais de 60 anos, a gigante não resistiu a uma tempestade de dívidas bilionárias, batalhas judiciais e decisões estratégicas questionáveis, resultando em um pedido de falência que chocou o mundo.

Conforme apurado pelo TV FOCO, segundo a 'Wikipédia', a trajetória da Rite Aid começou em 1962, com uma única loja e a ambição de se tornar referência nacional em medicamentos e serviços de saúde.

Continua depois da publicidade

Ao longo dos anos, a empresa cresceu agressivamente, incorporando concorrentes e expandindo para milhares de pontos de venda.

Em 2007, a aquisição das redes Brooks e Eckerd foi anunciada como um marco para consolidar sua presença no país, mas também foi o início de um ciclo de endividamento preocupante.

Continua depois da publicidade
http://tvfoco.uai.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Daniela-Mercury.jpg
Rite Aid (Foto: Reprodução/ Internet)

Com o tempo, os altos custos operacionais, a competição acirrada e a transformação digital que outras redes conseguiram adotar com mais agilidade foram deixando a Rite Aid para trás.

Leia também

A situação financeira se agravou ao ponto de a empresa acumular cerca de US$ 3,3 bilhões em dívidas garantidas (mais de R$ 15B) e enfrentar centenas de processos relacionados à crise dos opioides nos EUA.

Continua depois da publicidade

Chapter 11 e a tentativa de sobrevivência

Em outubro de 2023, pressionada por ações judiciais, prejuízos constantes e quase R$ 15 bilhões em dívidas (equivalente a mais de US$ 3 bilhões), a Rite Aid entrou com um pedido de proteção contra falência no chamado Chapter 11, equivalente à recuperação judicial no Brasil.

A medida permitiu que a empresa seguisse funcionando enquanto tentava reestruturar suas finanças . Mesmo com um financiamento emergencial de US$ 3,45 bilhões prometido pelos credores e a nomeação de um novo CEO, o processo revelou-se insuficiente.

Continua depois da publicidade

Nos meses seguintes, centenas de lojas acabaram sendo fechadas, cerca de 778 unidades encerraram atividades até agosto de 2024. Além disso, diversos centros de distribuição começaram a ser desativados.

http://tvfoco.uai.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Daniela-Mercury.jpg
Rite Aid (Foto: Reprodução / Rite Aid)

Escândalos, demissões e vigilância abusiva

A situação da Rite Aid não era apenas financeira. A empresa foi duramente criticada por seu suposto papel na crise dos opioides, com processos que apontavam negligência na dispensação de medicamentos altamente viciantes.

Além disso, para piorar, em 2023, a empresa acabou sendo alvo de outro escândalo ao acabar acusada de usar sistemas de reconhecimento facial com viés racial, resultando em um acordo com a Federal Trade Commission que a proibiu de usar essa tecnologia por cinco anos.

Demissões em massa, leilões cancelados e a venda de divisões como a Elixir, ligada ao setor de seguros, marcaram a derrocada. No fim de 2024, a Rite Aid tentou ressurgir como empresa privada. No entanto, os resultados da reestruturação não vieram.

Situação atual da gigante das farmácias

Conforme apurado pelo TV FOCO, segundo o portal norte-americano 'Bloomberg', agora em abril, a empresa anunciou que entraria com um novo pedido de falência, o segundo em apenas dois anos.

Ademais, sem capital suficiente para manter as operações, a Rite Aid informou que passará a vender suas lojas em blocos. As que não encontrarem compradores, simplesmente fecharão.

http://tvfoco.uai.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Daniela-Mercury.jpg
Ride Aid (Foto Reprodução/Internet)

Considerações finais

  • Em suma, a queda da Rite Aid mostra que nenhuma empresa é imune ao fracasso, por maior que seja.
  • Má gestão, falta de adaptação tecnológica e envolvimento em escândalos minaram sua estrutura ao longo dos anos.
  • O pedido de falência foi um reflexo da perda de competitividade e confiança no mercado.
  • Por fim, resta aguardar as próximas movimentações da gigante para ver se realmente agora sua história chegará ao fim.

Qual a maior rede de farmácias do Brasil?

A maior rede de farmácias do Brasil é a RD Saúde (Raia Drogasil). Ela lidera em número de lojas e faturamento, com mais de 3.000 unidades em todo o país.

Em 2023, teve uma receita de R$ 36,3 bilhões e também se destaca nas vendas online. As informações são do portal Estadão RI.

Por fim, veja: ADEUS decretado: Farmácia rival n°1 da Panvel crava FIM de todas as unidades no Rio Grande do Sul

Quer receber avisos de notícias no seu dispositivo? Ative as notificações do TV Foco.

Continua depois da publicidade

Larissa Caixeta é redatora no TV Foco desde 2023 e atua na produção de conteúdos voltados aos bastidores da TV, ao universo das celebridades, ao futebol e aos principais acontecimentos do momento. Além disso, também se dedica à cobertura de temas de interesse público, como benefícios sociais, beleza, saúde e assuntos que impactam diretamente o dia a dia do leitor. Desenvolve seu trabalho com responsabilidade e precisão, sempre em sintonia com o que acontece no Brasil e no mundo. Contato: larissa.caixeta@otvfoco.com.br