Record TV demite funcionária e rebaixa outras duas por conta de fotos de biquíni nas redes sociais

A Record TV faz parte do conglomerado de propriedade do bispo Edir Macedo, lider espiritual e fundador da Igreja Universal. Buscando sempre ser uma emissora correta e de acordo com seus preceitos religiosos, muito se fala na conduta de alguns funcionários dentro da emissora da Barra Funda, em São Paulo.

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De acordo com o jornalista Ricardo Feltrin, do Splash, do portal UOL, desde o ano passado, a emissora de Edir Macedo já teria mandado embora uma de suas colaboradoras e punido outras duas por conta de suas condutas nas redes sociais, até porque, elas tem a zelar pelo nome da Record.

Seja por fotos sensuais de biquíni nas redes sociais ou declarações na web consideradas polêmicas, como opiniões em defesa da causa LGBTQIA+, a direção da emissora proibe que funcionários exibam suas tatuagens, fato que já foi comentado sobre Marcos Mion. Na época, o apresentador tinha que usar roupas que escondessem as artes de seu corpo para apresentar programas na emissora.

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Mesmo fora da televisão, a funcionária da Record publicava constantemente fotos mostrando suas tatuagens na rede, algumas vezes, de biquíni. Ela chegou ser advertida verbalmente, mas continuou e, em seguida, defendeu a causa LGBTQIA+. Coincidência ou não, em seguida ela foi desligada da emissora de Edir Macedo.

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Ricardo Feltrin, do portal UOL, ainda detaca que outras duas funcionárias tiveram seus cargos rebaixados após publicarem constantemente fotos sensuais nas redes sociais. Não é uma regra da emissora, mas isso costuma ser informado por diretores do canal aos funcionários, para que evitem este tipo de conteúdo enquanto contratados da Record.

Edir Macedo é o dono da Record

Edir Macedo é o dono da Record (Foto: Reprodução)

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MANUAL DE CONDUTO PROFISSIONAL

O jornalista Ricardo Feltrin fez uma apuração e afirma que, no final do ano passado, a Record distribuiu aos seus funcionários um “Manual de Uso de Mídias Sociais para Jornalistas”. Este documento foi encaminhado a diversos setores, e dependendo do setor, foi adaptado.

O manual que contém 15 páginas não meciona nada sobre publicações sensuais ou sexys nas mídias sociais dos funcionários. O colunista ainda aponta que as indicações sobre evitar tais comportamentos partem de caráter verbal por superiores.

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No artigo 3.1 do manual, no entanto, que chama “O Profissional Do Grupo Record Deve Evitar” é destacado pelo jornalista do UOL o seguinte ponto: “Não descrimine e nem permita a discriminação de qualquer espécie, seja de cor, gênero, idade, religião, orientação sexual etc.”, no entanto, o objetivo do manual não é vetar as opiniões dos funcionários, e sim, trazer conduta à eles que carregam a imagem da Record TV.