Record usa telejornais para atacar banco que se recusa a anunciar na emissora

[caption id="" align="aligncenter" width="625"] Heloísa Villela em frente ao HSBC de Nova York (Foto: Reprodução/Record)[/caption] Em novembro, longas reportagens denunciando seriamente o HSBC foram exibidas pela Record com uma missão maior do que apenas informar. Por trás das reportagens estavam…

17/12/2013 10:11

3 min

Continua depois da publicidade

Heloísa Villela em frente ao HSBC de Nova York (Foto: Reprodução/Record)

Continua depois da publicidade

Em novembro, longas reportagens denunciando seriamente o HSBC foram exibidas pela Record com uma missão maior do que apenas informar. Por trás das reportagens estavam os interesses comerciais da emissora de Edir Macedo. A prova maior disso é que, agora, depois que o banco enviou um representante ao departamento comercial da Record, as reportagens cessaram, comprovando a trégua. No mercado, a emissora já tem fama de aproveitar seu jornalismo para agredir os anunciantes que se recusam a veicular campanhas publicitárias em seus intervalos. Antes do HSBC, a Record fez o mesmo com o Itaú, Unibanco, Santander e Wal-Mart, entre outras instituições.

O HSBC não colocou um centavo de publicidade na Record neste ano. A represália da emissora também veio de forma administrativa. A Record cortou o acordo que tinha com o banco para pagamento de funcionários. No mês passado, obrigou o HSBC a desativar uma posto bancário em sua sede, na Barra Funda, em São Paulo, e a retirar todos os caixas automáticos de lá. O primeiro ataque da Record foi em novembro. Em uma reportagem de quatro minutos, a correspondente Heloísa Villela, de Nova York, informou que o HSBC está sendo investigado na Europa por manipular taxas de câmbio e que nos Estados Unidos já foi condenado por "abrir as portas para traficantes e terroristas".

Continua depois da publicidade

Na metade de novembro, outra reportagem, produzida em São Paulo, divulgou que uma pesquisa do Procon "revela que o HSBC é o banco que mais aumentou os juros no cheque especial". Ilustrada pelo relato de um cliente endividado, a reportagem se espantava com a informação de que "a taxa de cheque especial (do HSBC) disparou: saiu de 9,90% para 9,95% ao mês" e que o banco "é um dos líderes de insatisfação de clientes".

No final de novembro, Heloísa Villela retornou com a mesma denúncia do início do mês, sob a manchete "Autoridades da Europa investigam esquema de fraude em um dos maiores bancos do mundo". A reportagem durou três minutos. Villela tomou o cuidado de trocar uma fonte da Universidade de Columbia por uma da Universidade de Nova York, mas a reportagem repetia informações e imagens da anterior. Até a "passagem" (quando o repórter mostra o rosto em uma reportagem) parecia ter sido feita em frente à mesma agência do HSBC. Ambas as partes preferem não se pronunciar.

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade

Leia também

Quer receber avisos de notícias no seu dispositivo? Ative as notificações do TV Foco.

Continua depois da publicidade

A redação do site TV Foco é formada por vários profissionais que estão sempre prontos para informar seu público e levar o máximo de informações para ele. Por isso, estamos sempre antenados em tudo que está acontecendo na TV, nas redes sociais, nas festas e em todos os cantos do mundinho dos famosos. Redação TV FOCO publica notícias diariamente sobre o mundo do famosos e também da televisão. Especializado em números sobre a audiência da TV. Para entrar em contato envie um email para: redacao@otvfoco.com.br