Internacional

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Repórter é acusado de aparecer “bêbado” no ar e revolta amigo jornalista, que revela história comovente

Repórter Ángel Sastre em transmissão do canal Cuatro. (Foto: Reprodução)
Repórter Ángel Sastre em transmissão do canal Cuatro. (Foto: Reprodução)
Repórter Ángel Sastre em transmissão do canal Cuatro. (Foto: Reprodução)
Repórter Ángel Sastre em transmissão do canal Cuatro. (Foto: Reprodução)

Uma situação ocorrida na TV espanhola na última segunda-feira (26) ganhou repercussão internacional. O repórter espanhol Ángel Sastre chamou atenção por sua postura durante um link ao vivo realizado pelo canal Cuatro.

Sastre foi enviado a Buenos Aires, na Argentina, para acompanhar a repercussão em torno dos eventos ocorridos no último domingo (29), quando um ônibus do time do Boca Juniors foi apedrejado por torcedores do rival, River Plate, horas antes do início da partida final da Libertadores, o que resultou na suspensão do jogo.

Logo ao ser convocado pelo apresentador do telejornal Notícias Cuatro, Sastre demonstrou um comportamento estranho. O profissional teve dificuldades para articular algumas palavras e formar frases, mostrava certa preocupação e se distraída com alguns torcedores que estavam ao redor do estádio Monumental, do River. Sastre não conseguiu sequer responder a pergunta feita pelo âncora sobre o clima na região, e foi cortado pelo jornalista. Logo, o repórter foi acusado de estar “bêbado” durante a transmissão.

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Porém, a verdade veio à tona através de um amigo de Sastre, o jornalista Antonio Pampliega. O profissional usou as redes sociais para revelar a história comovente de Sastre. Segundo Pampliega, o comportamento do colega se deve ao trauma e sequelas de um sequestro que sofreu em 2015 por um grupo da organização terrorista Al-Qaeda, enquanto fazia a cobertura da guerra civil na Síria.

Pampliega também estava no grupo sequestrado, e sentiu na pele todo o drama e os momentos de terror. “Eu li os comentários de centenas de pessoas [sobre o ocorrido], maldosos, obviamente, e vejo o escárnio público ao qual Ángel está sendo submetido. Me envergonha. Sinto muita pena. Ángel não está bem e nenhum de nós está”, escreveu.

Pampliega ainda lamentou o fato de colegas de profissão estarem julgando Sastre de maneira equivocada: “Isso me entristece muito, Ángel, porque eu te amo e me vejo refletido em você. Imagino como deve se sentir em um dia como hoje. Me dói ver como companheiros de profissão estão te tratando, jogando mais gasolina na fogueira, mesmo com sua situação delicada”. Por fim, o jornalista desejou forças ao colega para lidar com a situação: “Ángel, se cuide, por favor. Faça isso por aqueles que te amam, mas acima de tudo por você. Não se autodestrua. Te amo, irmão”.

Vale dizer que os jornalistas ficaram sequestrados por 299 dias, e só foram libertados pelo grupo terrorista em maio de 2016. Segundo jornais espanhóis, a rede Cuatro confirmou que Sastre seguirá trabalhando como correspondente do canal.

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