Dívida milionária e à beira da falência: Rival tradicional da Renner e C&A vive triste situação agora
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Varejista GIGANTESCA, rival de marcas como Renner e C&A passa por momento conturbado após crise e agora tenta sobreviver em meio ao caos
E em meados de março de 2023, uma forte varejista, rival da Renner e C&A, teve seu pedido de recuperação judicial atendido após se afundar em dívidas e enfrentar cenário adverso.
Estamos falando da rede Amaro, fundada em 2012, cujo segmento é o fast fashion, oferecendo o que há de melhor em vários fragmentos da moda, do casual ao chic, bem similar às rivais citadas.
A Amaro atravessa um cenário crítico assim como demais varejistas brasileiras (Foto Reprodução/Internet)
De acordo com o portal Forbes, ela entrou com tal pedido de recuperação judicial no dia 28 de março deste ano e, desde então, ela corre contra o tempo para fugir da tão temida falência.
Vale dizer que o mesmo foi protocolado um pouco antes, no dia 22 de março, pela 3º Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo.
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Dívidas
Vale dizer que a mesma está com uma dívida milionária que chega a R$ 244,6 milhões. O pedido de recuperação foi a última alternativa, visto que ela passou por diversas tentativas de buscar investimentos externos e renegociar linhas de crédito.
No processo, a empresa disse possuir uma dívida líquida de R$ 151,7 milhões em obrigações bancárias e ter R$ 93 milhões em débito com os fornecedores:
Com o aval da justiça, a empresa recebeu a aprovação do plano por créditos que representam 41,63% da soma em aberto, percentual que equivale a R$ 101,8 milhões em dívidas.
O que causou essa situação da Amaro?
Ainda de acordo com a Forbes, a Amaro alega no pedido que o setor de varejo, em geral, vem sofrendo com a alta da taxa de juros e com a volatilidade do câmbio, o que gerou um aumento considerável de seu passivo nos últimos anos, de acordo com a empresa.
Além disso, a marca reforçou que o setor atravessa uma queda de vendas e sofre com a alta da inflação, que teve efeito na operação como um todo.
Em um comunicado oficial da marca, a Amaro afirmou que tem como objetivo preservar sua liquidez e adequar a sua estrutura de capital para fortalecer a operação. Além disso, visa a manutenção do relacionamento com fornecedores e parceiros:
Amaro teve o pedido de recuperação judicial atendido em março de 2023 (Foto Reprodução/Internet)
“A empresa reafirma ainda seu compromisso de continuar entregando um excelente nível de serviço pelo qual é reconhecida e mantém seu posicionamento como ecossistema de lifestyle no mercado premium, focado em moda, beleza e casa”, complementou a companhia.
O buraco é mais embaixo
Aparentemente, a da Amaro não foi a pandemia. De acordo com o Diário do Comércio, no ano de 2021, a Amaro teve um crescimento de 50% no faturamento total.
E pouco mais de um ano depois, anunciou negociações com potenciais investidores para reforçar sua base de capital. Ou seja, a venda de parte de seus negócios.
Sob a justificativa de seguir crescendo pelo país, a Amaro migrou para o modelo de marketplace, expandiu sua área logística, mas, pouco tempo depois, a demanda esfriou e a operação seguiu grande e cara diante de um cenário de juros altos.
Guilherme De Cara, sócio consultor da Cherto Consultoria, não acredita que a entrada da marca em shopping center tenha comprometido a operação, vale dizer que a Amaro conta hoje com 20 lojas físicas espalhadas pelo Brasil.
Os motivos da queda da Amaro tem ligação com uma cadeia de eventos acavalados (Foto Reprodução/Internet)
Relembrando os números da Amaro de 2021, De Cara acredita que talvez a marca tenha apostado muito nesse crescimento digital, realizando grandes investimentos nessa área. Isso exigiu muito endividamento e, agora, a economia não está ajudando:
"O que se viu com o término da pandemia foi que o on-line tem seu valor, mas com crescimento regular. O problema real atual é um cenário de juros com restrição de consumo dificultando as operações"
Adriano Gomes, professor da ESPM e sócio-diretor da Methóde Consultoria, esclarece que a mudança do digital para o físico traz custos adicionais, sendo o maior de capital de giro.
Muito embora a estratégia da Amaro fosse a tangibilidade de seus produtos, a aritmética pode ter falado mais alto, segundo Gomes:
"Num possível paralelo com o que vem acontecendo com outros nomes, como Americanas, Tok&Stok e Marisa, o especialista diz que há uma crise posta que é do modelo de negócio do varejo tradicional. Todavia, o caso Amaro demonstra um nível de transparência e respeito aos credores de forma bem distinta dos demais casos"
A questão é que a Amaro chegou na situação atual arrastada por uma cadeia de eventos que envolveu pesados investimentos no digital que acabaram descolados do crescimento aquém do esperado da demanda on-line.
Com as contas estranguladas, a marca buscou investidores, mas suas ações na Bolsa foram consideradas em valor elevado, o que repeliu compradores.
Nesse processo, restou à empresa reduzir os gastos, priorizando despesas operacionais essenciais, o que fez crescer as dívidas com fornecedores e com o sistema financeiro.