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“Rock Story” escapa de armadilhas das novelas, mas peca por fim antecipado

Júlia (Nathalia Dill) e Gui (Vladimir Brichta) em "Rock Story" (Foto: Globo/Cesar Alves)
Júlia (Nathalia Dill) e Gui (Vladimir Brichta) em “Rock Story” (Foto: Globo/Cesar Alves)
Júlia (Nathalia Dill) e Gui (Vladimir Brichta) em "Rock Story" (Foto: Globo/Cesar Alves)
Júlia (Nathalia Dill) e Gui (Vladimir Brichta), protagonistas de “Rock Story”
(Foto: Globo/Cesar Alves)

“Rock Story”, a novela das sete da Globo, que está em seus últimos capítulos, escapou de algumas armadilhas dos folhetins durante seu percurso nestes sete meses em que permaneceu no ar (apesar de ter caído em alguns), mas pecou por ter um fim antecipado. Tramas importantes tiveram seus desfechos muito antes da reta final, que perdeu o gás.

A história escrita por Maria Helena Nascimento – que estreou como autora principal – encerra muito bem sua missão no horário das 19h. Com uma história e personagens bem construídos, “Rock Story” escapou de armadilhas que geralmente pegam as novelas, como um bom tempo de “barriga” – aquele período que é só enrolação, não acontece nada de relevante -, excesso de tramas que recorrem ao clichê e personagens que são esquecidos ou são rasos.

Ao contrário disso, “Rock Story” apresentou uma história que sempre trouxe acontecimentos relevantes, passeando por todos os núcleos. Aliás, não existiu elenco de figuração, pois os personagens foram muito bem aproveitados. Outro ponto importante dos personagens, é que a autora deu profundidade a eles. Ou seja: os mocinhos não são bobos e “sem sal”, e os vilões não são maus apenas por serem maus.

A novela das sete também se saiu bem em outro fator: não exceder ao recorrer aos clichês. O caso da falsa gravidez de Diana (Alinne Moraes) e da denúncia de agressão contra Gui (Vladimir Brichta) forjada por Mariane (Ana Cecília Costa) foram alguns “deslizes de percurso”.

Maria Helena Nascimento não teve medo de “queimar a história” de “Rock Story” antes no término e, isso, teve ponto positivo e negativo no andamento. O lado bom foi que a novela não teve o tempo de “barriga”, mas prejudicou a reta final, que perdeu fatos relevantes. Júlia (Nathalia Dill) foi inocentada, Lorena – a gêmea má – morreu, Gui descobriu que Néia (Ana Beatriz Nogueira) roubou sua música e também se vingou de Lázaro (João Vicente de Castro). Ou seja: fatos importantes tiveram seus desfechos mais de um mês antes do final da trama. Foi um fim antecipado.

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Para os últimos capítulos, sobraram apenas o drama de Nicolau (Danilo Mesquita), portador de câncer, as armações de Alex (Caio Paduan) contra Júlia e o futuro de Léo Régis (Rafael Vitti), ou de outros personagens secundários. Sem algo grandioso para acontecer.

“Rock Story” termina como sucesso. Foi uma novela bem feita e marcou uma boa estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo. Na audiência, também fez bonito e vai fechar com 25.8 pontos de média geral – a meta do horário das sete é de 25 pontos.

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