Estado confirma: Salário mínimo de R$3158 está sendo pago em 2036

Enquanto o país discute o novo mínimo, estado brasileiro mantém salários de até R$ 3.158 para diversas profissões; Descubra qual é a sua.

26/02/2026 12:15

4 min

Veja em qual estado brasileiro se paga acima dos R$3 mil de salário mínimo (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/GMN/Google fotos/Freepik)
Veja em qual estado brasileiro se paga acima dos R$3 mil de salá...
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Enquanto o país discute o novo mínimo, estado brasileiro mantém salários de até R$ 3.158 para diversas profissões; Descubra se a sua categoria faz parte do topo desta pirâmide salarial

Enquanto o cenário econômico nacional avança com reajustes anuais baseados na inflação e no crescimento do PIB, o Rio de Janeiro mantém uma estrutura salarial que desafia o tempo e exige atenção redobrada dos profissionais fluminenses.

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Isso porque, diferente de outros estados que atualizam seus pisos regionais com frequência, o território fluminense opera sob uma tabela que não sofre alterações legislativas desde 2019.

No entanto, para as funções que exigem maior qualificação técnica e formação superior, a legislação vigente assegura valores significativamente acima da base nacional.

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Dentro desse contexto de estratificação por categorias, o estado confirma um salário mínimo de R$ 3.158, pago e vigente ainda em 2026 para o topo da pirâmide profissional.

Com base em informações divulgadas pelo portal Valor Econômico, trazemos abaixo como o congelamento do piso estadual impacta as diferentes classes trabalhadoras e como o salário mínimo federal interfere diretamente nos pagamentos realizados em todo o estado.

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Quem recebe o quê no RJ?

O governo estadual organiza a remuneração mínima através da Lei nº 8.315/19, que distribui as profissões em seis níveis de complexidade.

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Mesmo sem novos reajustes oficiais há anos, as empresas devem seguir essa classificação para garantir a legalidade das contratações:

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  • Faixa 1 (R$ 1.238,11): Atende auxiliares de escritório, faxineiros, empregados domésticos, catadores de material reciclável e trabalhadores agropecuários;
  • Faixa 2 (R$ 1.283,73): Inclui cabeleireiros, cozinheiros, cuidadores de idosos, pedreiros, pintores e garçons;
  • Faixa 3 (R$ 1.375,01): Abrange agentes de trânsito, barmans, porteiros, guias de turismo e músicos;
  • Faixa 4 (R$ 1.665,93): Foca em profissionais técnicos de nível médio em contabilidade, farmácia e secretariado;
  • Faixa 5 (R$ 2.512,59): Destina-se a motoristas de ambulância, taxistas profissionais e técnicos inscritos em conselhos como o CREA;
  • Faixa 6 (R$ 3.158,96): Reserva-se a administradores, advogados, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e economistas.

Piso nacional é garantia!

É bom deixar claro que, como o valor nacional supera as três primeiras faixas do Rio de Janeiro, a lei brasileira impede que qualquer trabalhador receba menos que o mínimo federal.

Ou seja, as empresas fluminenses devem elevar automaticamente o pagamento das categorias 1, 2 e 3 para R$ 1.621.

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Esse mecanismo protege o trabalhador da estagnação política que impede o reajuste da tabela estadual desde 2019.

O valor real:

Para compreender quanto realmente chega à mão do trabalhador, devemos aplicar o desconto obrigatório de 7,5% relativo à contribuição do INSS.

Veja os valores finais após a dedução:

  • Categorias 1, 2 e 3: Com o ajuste para o mínimo nacional de R$ 1.621, o desconto de R$ 121,57 resulta em um valor líquido de R$ 1.499,43;
  • Faixa 4: Sobre o piso de R$ 1.665,93, incide o desconto de R$ 124,94, restando R$ 1.540,99 para o trabalhador;
  • Faixa 5: O salário bruto de R$ 2.512,59 sofre a dedução de R$ 188,44, totalizando R$ 2.324,15 líquidos;
  • Faixa 6: No topo da pirâmide, o valor de R$ 3.158,96 gera um desconto de R$ 236,92, garantindo um pagamento final de R$ 2.922,04.

Perda do poder de compra…

Mas esse fato de o Rio de Janeiro não atualizar seus pisos regionais desde 2019 representa um desafio econômico severo.

Enquanto a inflação acumulada elevou o custo de vida significativamente, o estado manteve as cifras congeladas.

Essa paralisia legislativa na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) dissolveu o diferencial histórico que o estado possuía.

Antigamente, o piso fluminense superava com folga o valor nacional; hoje, as faixas iniciais dependem exclusivamente do reajuste vindo de Brasília para não ficarem abaixo da linha da pobreza.

O que mais se sabe sobre o salário mínimo do Rio de Janeiro?

1. A empresa pode pagar o valor da tabela estadual (R$ 1.238) se ele for menor que o nacional?

De forma alguma. Conforme mencionamos acima, o princípio da norma mais favorável ao trabalhador exige que prevaleça sempre o maior valor. Se o salário mínimo nacional em 2026 é R$ 1.621, este é o menor valor que qualquer empregado pode receber no estado.

2. O valor de R$ 3.158 vale para profissionais de saúde do setor público?

Este piso regional regula predominantemente o setor privado e categorias que não possuem acordos coletivos específicos ou planos de cargos e salários próprios (comuns no serviço público).

3. Sou cuidador de idosos, em qual faixa me enquadro?

A profissão de cuidador de idosos pertence à Faixa 2. Como o valor bruto dessa faixa (R$ 1.283,73) é menor que o mínimo federal, você deve receber o piso nacional de R$ 1.621,00 brutos.

4. Haverá reajuste do piso estadual ainda em 2026?

O reajuste depende do envio de um projeto de lei pelo Poder Executivo e da aprovação da ALERJ. Mas, até o momento, o estado segue utilizando a tabela de 2019, sem previsões oficiais de uma nova lei para atualização das faixas superiores.

Mas, para saber mais sobre outros salários mínimos estaduais, clique aqui*

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Autor(a):

Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.