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Seriados americanos ganham espaço na TV aberta

Tradicionalmente, as séries americanas serviam de tapa-buracos na programação das emissoras brasileiras. Ocupavam as horas mortas da madrugada ou substituíam temporariamente atrações nacionais em recesso. Ainda é assim na líder de audiência, a Globo. Mas suas concorrentes (ou, na verdade, as emissoras que se digladiam pelo segundo lugar) começaram a apostar com força na produção estrangeira. Record, SBT e Bandeirantes passaram a exibir séries americanas no estratégico horário das 9 da noite. Conquistaram uma fatia considerável da audiência, aproveitando o baixo desempenho de Viver a Vida – que acabou com modestos 38 pontos de audiência – e o fraco início de Passione. CSI: Las Vegas, que acompanha as investigações de legistas da polícia, vem mantendo a Record firme no segundo lugar, com média de 11 pontos e picos de até 15. Embora nenhuma rede tenha desistido da produção própria, a inserção dessas séries no horário nobre é um reconhecimento tácito de que os americanos, afinal, sabem mesmo fazer TV.

A produção de uma novela nacional é onerosa: vai de 170 000 a 450 000 reais por capítulo. Já os direitos de uma série americana são uma pechincha: vão de 10 000 a 25 000 dólares por episódio. “O custo-benefício é muito compensador”, diz Hélio Vargas, diretor artístico e de programação da Band, que há pouco colocou cinco séries no ar, capitanea-das por Bones, um genérico engraçadinho de CSI. O pioneiro no uso desses programas em horário nobre foi o SBT, que possui um contrato com o canal Warner para exibir suas séries na TV aberta. Sobrenatural, protagonizada por dois jovens irmãos que caçam demônios, foi um dos maiores sucessos da emissora no ano passado: chegou a 12 pontos, batendo a segunda temporada insossa do reality show A Fazenda, da Record. As criaturas do mal foram substituídas pelas patricinhas de Gossip Girl, que derrubaram a audiência e fizeram desandar as séries seguintes (O Exterminador do Futuro, que estreou na semana passada, registrou só 4 pontos de audiência, e no dia 4 deve dar lugar aos doutores esteticamente privilegiados de Grey’s Anatomy). Foi nesse vácuo que a Record, em janeiro, entrou com CSI. As maiores apostas do SBT para vencer os detetives-legistas virão no segundo semestre, com Diários do Vampiro e uma nova temporada de Sobrenatural. No SBT, a ideia de colocar séries americanas em um dos horários mais disputados foi da diretora-geral, Daniela Beyruti – e seu pai abraçou a iniciativa com entusiasmo: da Flórida, onde está em férias há duas semanas, Silvio Santos tem ligado diariamente para sua equipe, perguntando em particular pelo desempenho das séries.

Todos esses programas são conhecidos na televisão paga – sua exibição pretende alcançar o espectador que não assina esses serviços. Tal expansão da produção ianque deve irritar um certo figurão do governo Lula que, poucos meses atrás, disse que a TV paga só reproduzia “esterco cultural” dos Estados Unidos. O público, como mostram os índices, sabe reconhecer a inegável qualidade dessas séries.

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