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Stepan Nercessian fala sobre morte do seu personagem na série Sob Pressão, da Globo

Bastidor de cena com Julio Andrade (Evandro) e Stepan Nercessian (Samuel) (Foto: Globo/Mauricio Fidalgo)
Bastidor de cena com Julio Andrade (Evandro) e Stepan Nercessian (Samuel)
(Foto: Globo/Mauricio Fidalgo)

O ator Stepan Nercessian deixou a série Sob Pressão no episódio exibido nesta semana. A trajetória de Samuel – médico veterano e ex-diretor do Macedão – chegou ao fim no episódio exibido na noite de terça-feira, dia 4. Confira a entrevista com o ator, que agora passa a se dedicar a outros projetos.

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Como você define o Samuel na trama de ‘Sob Pressão’?

Samuel é um cara apaixonado pelo trabalho, desenvolveu um amor pelo hospital e se tornou um paizão para todos ali. É uma pessoa que ainda tem um pouco do idealismo, mas um idealismo mais cansado, se tornou mais cético no decorrer da vida profissional. Samuel já não tem grandes ilusões, então, ele transfere o entusiasmo para os mais novos, principalmente para o Evandro e Carolina.

Stepan Nercessian, Fernanda Torres e Marcelo Serrado nos bastidores da série (Foto: Globo/Mauricio Fidalgo)
Stepan Nercessian, Fernanda Torres e Marcelo Serrado nos bastidores da série
(Foto: Globo/Mauricio Fidalgo)

Qual é a importância do personagem na série?

Ele acabou dando uma credibilidade dentro daquele hospital. Os médicos são idealistas e fazem coisas na emoção. Ele também é romântico, mas volta e meia tenta dar um pouco de serenidade, um pouco mais de tranquilidade, e isso é muito importante pra trama. Agora, nesta segunda temporada, ele fez um grande contraponto no que eles chamam de modernização, mas é confundido com corrupção. Samuel trabalhou naquele hospital sempre na adversidade, sem condições, sem conseguir verba, mas também sem se corromper. Sempre pressionado, claro, como na primeira temporada, em que ele acabou comprando um tomógrafo pelo dobro do preço, mas ou era aquilo ou ficavam sem tomógrafo. Na trama, ele retrata bem a dificuldade que as pessoas que trabalham numa posição semelhante à de Samuel e agora da Renata, personagem da Fernanda Torres, têm pra manter uma linha de honestidade. Eles sofrem uma pressão muito grande e esse é o contraponto entre os dois personagens – um se corrompe e o outro não.

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Como foi sua saída da série? Você acredita que a morte do personagem vai ajudar na descoberta do esquema corrupto instaurado por Renata?

É com coração partido que eu me despeço de ‘Sob Pressão’. Primeiro, porque gostei muito de fazer parte dessa trama e, segundo, pela relação muito boa que a gente construiu ali. Temos uma amizade muito forte nos bastidores, criamos uma relação muito boa e o que acontece no bastidor reflete muito na tela: uma equipe unida. Na vida real não é diferente, também criamos um laço, nos tornarmos todos amigos – elenco, direção, equipe de produção, etc. Fico triste, é claro, mas se a saída dele contribuiu pra desmascarar tudo o que está acontecendo na gestão da Renata (Fernanda Torres), vale a pena. Ele é um personagem que deixará muita saudade. Nos bastidores, nós brincamos muito: Samuel precisa voltar como espírito, um fantasma (risos).

Como foi gravar as cenas no caixão?

Precisei ter a disciplina de um morto, ou seja: não fazer nada. Não pude nem respirar, fiquei lá quietinho. Minha única preocupação foi quando carregaram o caixão pra colocar no carro, se o fundo ia romper e eu cair – uma preocupação, aliás, que o morto não tem (risos).

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