Celebridades

Taís Araújo quebra o silêncio e se pronuncia sobre a polêmica de racismo envolvendo a diretora da Vogue

Taís Araújo abriu o jogo e falou sobre o racismo (Foto: Divulgação)
Taís Araújo abriu o jogo e falou sobre o racismo (Foto: Divulgação)

Na última semana a diretora de estilo da revista Vogue Brasil, Donata Meirelles, resolveu fazer uma festa para celebrar a chegada de seus 50 anos. No entanto, o que ela não imaginava era que o tema escolhido, o Candomblé, fosse render tantas notícias. Tanto que ela foi acusada de cometer racismo, visto que algumas fotos dos convidados brancos posando com mulheres negras receberam inúmeras críticas.

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Por meio de suas redes sociais, Taís Araújo resolveu se pronunciar sobre o assunto. A beldade fez questão de opinar sobre o assunto e acabou não concordando com a postura da diretora Donata Meirelles. “Ela é uma mulher que eu conheço e de quem gosto. O que aconteceu, no entanto, considero um erro, pois a festa foi feita por pessoas que trabalham com imagem e sabem o poder que uma imagem tem. Não acredito que o desejo deles tenha sido retratar o Brasil Colônia, um período duro, mas uma imagem fala mais que mil palavras e dez mil desejos’’, começou ela.

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Donata Meirelles, diretora da Vogue, causa polêmica em festa com Ivete Sangalo e Preta Gil (Foto: Divulgação)
Donata Meirelles, diretora da Vogue, causa polêmica (Foto: Divulgação)

E prosseguiu: “As comparações são inevitáveis. O que aconteceu ali é o que é o que ocorre nesse país construído sobre o racismo, corpos, suor, sangue e lágrimas negros. Esse sofrimento é tão naturalizado que fica difícil para as pessoas que não se identificam com as moças de pé ao lado da cadeira sentirem o que a população negra sente’’. Além disso, Taís Araújo disse que não se sente na necessidade de sempre se pronunciar sobre a questão do racismo, pois ao longo de sua carreira ela sempre lutou pela causa.

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“Reconhecer é um caminho. Errar faz parte do processo e o melhor do erro é ele ser o caminho para o aprendizado. Meu posicionamento sobre racismo estrutural tem sido dado em toda a minha carreira. Basta rolar o feed e você verá que me pronunciei em situações parecidas, como, por exemplo, quando uma marca fez uma estampa ‘celebrando’ a escravidão. Mas evitei comentar quando, recentemente, um menino branco foi fantasiado pela mãe em uma festa como escravo, lembra? Isto porque meu pronunciamento está dado e não mudou. Nem mudará, e não preciso repetir sempre”, disse a atriz.

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Muitos têm me perguntado sobre a festa da Donata. Bom, ela é uma mulher que eu conheço e de quem gosto. O que aconteceu, no entanto, considero um erro, pois a festa foi feita por pessoas que trabalham com IMAGEM e sabem o poder que uma imagem tem. Não acredito que o desejo deles tenha sido retratar o Brasil Colônia, um período duro, mas uma IMAGEM fala mais que mil palavras e dez mil desejos. As comparações são inevitáveis. O que aconteceu ali é o que ocorre nesse país construído sobre o racismo, corpos, suor, sangue e lágrimas negros. Esse sofrimento é tão naturalizado que fica difícil para as pessoas que não se identificam com as moças de pé ao lado da cadeira sentirem o que a população negra sente. Tudo fica natural, passa a ser “mimimi”. “Mas agora tudo é racismo?” Bom, lamento dizer que, se "nem tudo é racismo", é sobre racismo que nossa sociedade foi construída. Mesmo que muitos de nós, negros, brancos e indígenas, não tenhamos consciência; mesmo que seja contra a nossa vontade; mesmo sentindo vergonha, esta é a nossa história. Cabe a nós, adultos, olhar para o nosso país com maturidade e crítica, e educar nossas crianças pra um futuro menos desigual. Reconhecer é um caminho. Errar faz parte do processo e o melhor do erro é ele ser o caminho para o aprendizado. Meu posicionamento sobre racismo estrutural tem sido dado em toda a minha carreira. Basta rolar o feed e você verá que me pronunciei em situações parecidas, como, por exemplo, quando uma marca fez uma estampa "celebrando" a escravidão. Mas evitei comentar quando, recentemente, um menino branco foi fantasiado pela mãe em uma festa como escravo, lembra? Isto porque meu pronunciamento está dado e não mudou. Nem mudará, e não preciso repetir sempre. É tudo a mesma coisa e, como já disse anteriormente, a escravidão deveria estar em livros de história e ter erguido museus para lembrarmos de seu horror e da dor e violência sofridas por seres humanos em mais de 300 anos. Proponho uma reflexão: pq essa imagem continua acontecendo dentro de muitos restaurantes, lugares públicos e lares sem que ninguém se movimente? Pq será que em nosso dia a dia não nos incomodamos e somos coniventes, hein, Brasil?

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