Tchau, falência: Gigante dos shoppings ressurge das cinzas com compra de rival para aniquilar a Magalu
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Uma gigante dos shoppings conseguiu ressurgir das cinzas após ser comprada por outra empresa. A fusão das marcas é uma estratégia para conseguir aniquilar a Magazine Luiza
O setor varejista, sem sombra de dúvidas, é um dos que mais movimentam a economia do Brasil. Entretanto, a pandemia da Covid-19 acabou afetando esse setor que acabou atravessando uma fase muito difícil. Várias empresas ficaram à beira da falência, enquanto outras fecharam as portas. Dessa vez, falaremos de uma gigante dos shoppings que conseguiu ressurgir das cinzas após ser comprada por uma rival e tudo para aniquilar a Magazine Luiza.
Para quem não sabe, estamos falando a respeito da Tok&Stok, que foi comprada pela Mobly e fundos geridos pela SPX Capital. Segundo informações do portal G1, a negociação foi selada em agosto deste ano e a transação se dará por meio do aumento de capital da Mobly. Os fundos geridos pela SPX transferem a totalidade de sua participação de 60,1% na Tok&Stok para a Mobly e passam a deter 12% da companhia combinada.
Com a operação, a Mobly passa a operar 70 lojas físicas, de ambas as marcas. A receita líquida anual combinada atinge R$ 1,6 bilhão. Em nota, a Mobly informou que as duas empresas continuarão a operar de forma totalmente independente, com suas respectivas marcas e posicionamentos de mercado. A concretização do acordo está sujeita ao cumprimento de condições precedentes.
Entre elas, segundo informou o G1, está a aprovação, pela Justiça, de um pedido de recuperação extrajudicial envolvendo os credores da Tok&Stok e que prevê o alongamento do pagamento do principal da dívida e dos juros, com prazo final em 2034. Nesse caso, a maioria dos credores já concordaram com o acordo. Nos últimos anos, a empresa sofreu vários processos de falência.
Em 2023, a empresa enfrentou vários problemas financeiros. A rede rival da Magazine Luiza chegou a contratar a consultoria Alvarez & Marsal no início de 2023 para formatar uma reorganização financeira de uma dívida que chega a R$ 600 milhões. Também no começo do ano passado, a empresa foi alvo de uma ação de despejo por falta de pagamento de aluguel, em Minas Gerais.
A empresa conseguiu quitar o valor de mais de R$ 2 milhões, mas enfrentou uma nova dificuldade em junho de 2023, após a Justiça determinar que a varejista precisaria desocupar um shopping em Ribeirão Preto, por conta de um novo atraso no aluguel. Além disso, a empresa sofreu com outro pedido de falência por parte de uma empresa que alegou atraso no pagamento de R$ 3,8 milhões. O fato é que essa reviravolta da venda dos negócios, pode salvar a rival da Magalu.
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Qual a diferença entre falência e recuperação judicial?
Segundo informações do portal Vem Pra Dome, ambos os institutos têm como objetivo a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento.
No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa. Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação do negócio e ele acaba fechando as portas.
A ideia por trás da recuperação judicial é manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa consiga pagar as suas dívidas. Na falência, ocorre o encerramento do negócio, que é considerado irrecuperável.